Dançar diminui risco de quedas e melhora movimentos do dia-a-dia de pessoas com Parkinson

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Por Laiali Chaar

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Fonte da imagem: Yuri Bozzi

        Dançar diminui risco de quedas e melhora movimentos do dia-a-dia de pessoas com Parkinson >>> Obrigada minha querida aluna Talula Bernardes @talula_bernardes da Fisioterapia 5o semestre manhã pela sugestão! 💖

       Ontem foi Dia Internacional da Dança. E ficou difícil escolher algo dentro da Neurociência da dança para falar. A habilidade do ser humano com ritmo é tão natural que é automática.Quando ouvimos música, marcamos o compasso com os pés ou balançamos o corpo ou batucamos na mesa, geralmente inconscientes de que estamos nos mexendo.

        A dança exige um tipo complexo de coordenação no espaço e tempo que não acontece em outros movimentos. Ela ativa muito mais áreas cerebrais do que realizar um movimento sem música: córtex parietal posterior, córtex pré-motor, área motora suplementar, córtex motor primário, medula espinal, cerebelo, núcleos da base, córtex parietal, núcleo geniculado medial…. Em um estudo publicado em 2007, neurocientistas da Universidade de Washington descobriram que dançar tango 💃🏻🕺🏻 melhora movimentos do dia-a-dia de pacientes com Parkinson. Após 20 aulas de tango, os voluntários do estudo “paralisavam” com menos frequência, apresentaram maior equilíbrio e menos risco de cair. Isso pode ser que aconteça em outros ritmos. Então, se você conhece alguém com Parkinson estimule essa pessoa a dançar. Se não puder fazer aulas, pode ser em casa mesmo.

Para saber mais:

Hackney ME, Kantorovich S, Levin R, Earhart GM. Effects of tango on functional mobility in Parkinson’s disease: a preliminary study. J Neurol Phys Ther. 2007 Dec;31(4):173-9, 2007.

Hackney ME, Earhart GM. Effects of dance on gait and balance in Parkinson’s disease: a comparison of partnered and nonpartnered dance movement. Neurorehabil Neural Repair. 24(4):384-92, 2010.

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Mulheres que convivem não menstruam juntas

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Por Laiali Chaar

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Fim de um mito>>> mulheres que convivem não menstruam juntas 🙆🏻🙈🙉🙊 As suas amigas menstruam nos mesmos dias que você? No trabalho, suas colegas também? Fale com uma mulher sobre o seu período menstrual e ela provavelmente vai comentar que seu ciclo se alinha com o de alguma amiga, colega ou alguém da família. Um estudo de 1999 revelou que 80% das mulheres acreditam no fenômeno e 70% gostam dele porque talvez se sentem acolhidas.

Existia até a explicação de que eram os feromônios de outras mulheres que agiam no cérebro alterando a liberação dos hormônios sexuais.

Apesar de muita gente ter certeza que isso acontece, um novo estudo da Universidade de Oxford mostrou que quanto mais as mulheres convivem, maiores são as chances de seus períodos menstruais acontecerem em dias diferentes.

Esse é o maior estudo sobre o assunto até hoje com 360 duplas de mulheres que viviam juntas e questionou a data de três ciclos menstruais consecutivos. 75% das duplas menstruaram em datas mais
distantes de suas amigas no terceiro mês que no primeiro. Ou seja, com o passar do tempo os ciclos foram se afastando. A cada seis meses mais ou menos os períodos menstruais vão se sincronizar mesmo porque os dias vão se afastando até coincidir de novo. Isso nos dá a impressão que menstruamos juntas.

Você está surpres@? Eu também! Então, faça o teste com alguma mulher que convive com você por 3 meses e me conte. Vou fazer também.  Você também pode participar do estudo com alguma dupla que convive com você.

Você também pode participar do estudo com alguma dupla que convive com você. O link para o questionário está aqui.

Para saber mais:

Alexandra Alvergne. Do menstrual cycles sync? Unlikely, finds Clue data. Universidade de Oxford, Aplicativo de fertilidade Clue, 2017.

McClintock MK. Menstrual synchorony and suppression. Nature. v. 22;p. 229(5282):244-5, 1971. 

9 verdades e 1 mentira sobre o cérebro

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Por Laiali Chaar

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9 verdades e 1 mentira sobre o cérebro 🤔

Tente descobrir qual é a mentira 🙇🏻‍♀️🙇🏻. Domingo conto a resposta. Dica: as respostas estão nos posts aqui do @tudosobrecontrole 🔎. Valendoooo
1. A cada segundo o cérebro de uma criança produz 700 a 1000 novas conexões entre os neurônios 🚼
2. Todo dia nascem cerca de 2000 neurônios novos no seu cérebro 👼🏼
3. Uma das áreas mais misteriosas da Neurociência é o estudo da consciência. Como sei que sou eu e posso tomar decisões sobre mim? 🤔🙇🏻‍♀️
4. O cérebro produz eletricidade capaz de acender uma lâmpada de 20W 💡
5. 20% da sua alimentação vai para os seus neurônios funcionarem 🍴🍎🍗🍔🌭🍟🍩
6. Você tem 70000 pensamentos por dia 💭
7. O cérebro possui 86 bilhões de neurônios e 10 vezes mais células da glia 👻
8. 2/3 do seu cérebro é formado por gordura. Isso porque a mielina que cobre os axônio é 70% gordura 😱
9. Utilizamos apenas 10% do cérebro. Então poderíamos ser mais inteligentes se usássemos os outros 90% 🤓🖖
10. Ouvir música melhora seu foco e muda a estrutura do seu cérebro 🎼🎶 Para saber mais, clique no link na BIO.

Resposta>>> Qual é seu palpite no #9verdadese1mentira do cérebro que foi lançado no instagram e no facebook e no twitter do Tudo Sobre Controle? Você vai descobrir agora se acertou. Obrigada aos participantes. Foi muito divertido!

A mentira era a 9 🤥😳 Acertou?! Vou explicar

Por muito tempo achava-se que nascemos com um número certo de neurônios e só existia o nascimento de novos neurônios, a neurogênese, em um embrião ou feto.  Mas , em 1998 tudo que se pensava ruiu quando neurocientistas mostraram pela primeira vez a notícia mais esperada da história da Neurociência: neurônios novos nascem em adultos sim E essa neurogênese comprova que a Fisioterapia melhora o movimento de pacientes que perderam neurônios por lesões ou doenças.

A neurogênese já foi mostrada em adultos no hipocampo, área da memória, bulbo olfatório e no estriado, importante área para os movimentos.
Nascem 2000 neurônios por dia só no hipocampo dos adultos.

Eles não se dividem ao meio, surgem de células tronco e astrócitos. Ótima notícia!

Mas se você não estimula os neurobabies 👼🏼 morrem no final do dia ☠️ Então aprenda algo novo e difícil como um idioma, tocar um instrumento, um esporte ou namorar 🈲👩🏼‍🎤⚽️💘 Mas, o envelhecimento, a falta de sono, estresse e uso de drogas diminuem a produção de neurônios. Só depende de você!

Você com certeza já ouviu que só usamos 10% do cérebro. Muitos juraram que era verdade. Mas esse é um dos maiores mitos da Neurociência. Tarefas simples como abrir a mão ou repetir uma palavra ativam mais de 10% do cérebro. Tarefas complexas como raciocínio matemático, um movimento esportivo ou sonhar devem ativar muito mais. Quando você acorda e decide ir até a padaria tomar café é necessário ativar todo córtex. Imagina-se que esse neuromito surgiu para defender que poderíamos ser mais inteligentes.

Se for estimulado, o cérebro aumenta muito o seu potencial, mas não é porque utilizamos só 10%.

Espero que vocês tenham se divertido com o desafio e até a próxima!

Para saber mais:

Eriksson PS, Perfilieva E, Björk-Eriksson T, Alborn AM, Nordborg C, Peterson DA, Gage FH. Neurogenesis in the adult human hippocampus. Nat Med. v. 4(11), p. 1313-7, 1998

Ernst A, Alkass K, Bernard S, Salehpour M, Perl S, Tisdale J, Possnert G, Druid H, Frisén J. Neurogenesis in the striatum of the adult human brain. Cell.  27;156(5):1072-83, 2014.

Bergmann, O., Liebl, J., Bernard, S., Alkass, K., Yeung, M.S., Steier, P., Kutschera, W., Johnson, L., Lande´ n, M., Druid, H., et al. (2012). The age of olfactory bulb neurons in humans. Neuron 74, 634–639

Spalding KL, Bergmann O, Alkass K, Bernard S, Salehpour M, Huttner HB, Boström E, Westerlund I, Vial C, Buchholz BA, Possnert G, Mash DC, Druid H, Frisén J.  Dynamics of hippocampal neurogenesis in adult humans. Cell.6;153(6):1219-27, 2013.

Doetsch F, Caillé I, Lim DA, García-Verdugo JM, Alvarez-Buylla A. Subventricular zone astrocytes are neural stem cells in the adult mammalian brain.  Cell. Jun 11;97(6):703-16, 1999. 

Comer chocolate pode te deixar mais inteligente

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Por Laiali Chaar

chocolate

Atualizada em 31 Março de 2018

 

A Neurociência do chocolate 🐣🐰🍫❤️
Feliz Páscoa com muito chocolate!! Seus pacientes comem chocolate, #neurolover?! E você? Revisão publicada por neurocientistas italianos em 2017 revelou vários efeitos benéficos do chocolate 😋🙇🏻‍♀️🙇🏻

🍫 Neurocientistas da Universidade do Sul da Austrália descobriram que o consumo de chocolate está relacionando com melhor raciocínio, memória visual e espacial e imaginação.

🍫 Comer chocolate está relacionando com melhor raciocínio, memória visual e espacial, imaginação, atenção, rapidez de pensamento, fluência verbal em jovens e idosos saudáveis e em idosos com demência moderada 🙇🏻‍♀️🙇🏻💜💙
🍫 Mulheres que não dormem a noite, quando comem chocolate de manhã aceleraram o raciocínio durante o dia. Essa #neurodica é ótima para as plantonistas.

🍫 Pessoas com fatores de risco para perda cognitiva, são protegidas quando consomem chocolate.

🍫 Homens que consomem quantidades moderadas de chocolate amargo ou ao leite toda semana tem menor chance de desenvolverem hipertensão arterial, sofrer infarto do miocárdio ou um AVC. Essa pesquisa foi feita  com quase 2 mil homens que foram acompanhados por 10 anos por pesquisadores do Instituto Karolinska um dos mais respeitados de Neurociência no mundo.

🍫 Pesquisadores de Harvard descobriram que idosos que tomaram duas xícaras de chocolate quente por dia durante um mês foram melhor em testes de memória e raciocínio. A rapidez da memória deles rejuvenesceu vinte ou trinta anos.

🍫 Isso acontece porque a epicatequina, flavonóide que existe no chocolate, aumenta o fluxo sanguíneo do giro denteado do hipocampo, principal área da memória e combate os radicais livres. Por isso, os neurônios funcionam melhor.

🍫 O chocolate estimula o organismo a produzir serotonina que protege da depressão e da ansiedade. O cérebro, quando recebe serotonina, sente prazer e bom humor 😋😌.

🍫 Se você corre, coma chocolate 2 vezes por dia 🏃🏻‍♀️🏃🏿🍫. Isso melhora o desempenho na corrida após 15 dias, porque aumenta os vasos sanguíneos, nutrientes e oxigênio nos músculos e diminui a fadiga.

🍫⚠️ Atenção: A maioria das pesquisas foi feita com consumo diário de 20 a 40 g de chocolate meio amargo a partir de 70% de cacau, mais cacau, mais flavonóides. Leia o rótulo!

🍫Então coma chocolate sem medo. E prefira chocolate amargo ou meio amargo porque eles tem mais cacau e portanto mais flavonóides.

Para saber mais:
Crichton GE, Elias MF, Alkerwi A. Chocolate intake is associated with better cognitive function: The Maine-Syracuse Longitudinal Study. Appetite. May 1;100:126-32, 2016. 

Larsson SC1, Virtamo J, Wolk A.Chocolate consumption and risk of stroke: a prospective cohort of men and meta-analysis. Neurology. 2012 Sep 18;79(12):1223-9. doi: 10.1212/WNL.0b013e31826aacfa. Epub 2012 Aug 29.

Crichton GE, Elias MF, Alkerwi A. Chocolate intake is associated with better cognitive function: The Maine-Syracuse Longitudinal Study. Appetite., v. 1, n. 100, p. 126-32, 2016.

Knezevic 1, Komatsuzaki Y, de Freitas E, Lukowiak K. A flavanoid component of chocolate quickly reverses an imposed memory deficit. J Exp Biol.  Mar 15;219(Pt 6):816-23, 2016.

Brickman AM, Khan UA, Provenzano FA, Yeung LK, Suzuki W, Schroeter H, Wall M, Sloan RP, Small SA. Enhancing dentate gyrus function with dietary flavanols improves cognition in older adults.  Nat Neurosci. Dec;17(12):1798-803, 2014.

Nogueira L, Ramirez-Sanchez I, Perkins GA, Murphy A, Taub PR, Ceballos G, Villarreal FJ, Hogan MC, Malek MH. (-)-Epicatechin enhances fatigue resistance and oxidative capacity in mouse muscle. J Physiol. 2011 15;589(Pt 18):4615-31, 2011.

Descobertos novos neurônios que controlam movimento de braços e mãos

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Por Laiali Chaar

foto.pngFonte da imagem: design de Laiali Chaar

           Bomba da semana!! 💣💣💣🔥🔥🔥 Existem neurônios que controlam o movimentos dos braços, punhos e mãos no local do cérebro onde antes se pensava que só existiam neurônios de sensações: sensações: paladar, tato, temperatura, dor, pressão e propriocepção.

          Esse local do cérebro é o córtex parietal.

Você sempre estudou nas suas aulas e livros de Neuro e milhões de neurocientistas acreditavam que os neurônios motores estavam no córtex frontal separados pelo sulco central dos neurônios sensitivos no córtex parietal. (Só um cientista 30 anos atrás Vernon Mountcastle propôs o oposto) Pois é nessa semana essa história mudou e neurocientistas descobriram que o senhor Mountcastle estava certo.
Para cortar uma pizza ou mandar um whats e outras tarefas de habilidades fina com as mãos neurônios motores que estão no córtex parietal são ativados neurônios motores que estão no seu córtex parietal.

     Isso explica porque pessoas que sofreram uma lesão nessa área perdem os movimentos dos dedos da mão.
Isso interessa muito muito para quem trabalha com reabilitação e próteses eletricamente conectadas ao cérebro em que o movimento é ativado pelo disparo dos neurônios de cada região e também para quem gosta de saber só porque é curioso.
A ciência é assim ela muda, se atualiza pelas novas descobertas. Sempre falo para os meus alunos que daquilo que aprendi há oito anos na faculdade muito coisa mudou e algumas vezes nem é mais utilizada no tratamento. O importante é você se manter atualizado. Vamos aguardar a próxima edição dos livros.

No live das 20h vou falar mais sobre isso.

 

Para saber mais:

Rathelot JA, Dum RP, Strick PL. Posterior parietal cortex contains a command apparatus for hand movements. Proc Natl Acad Sci U S A., 2017. 

 

A Neurociência do autismo

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Por Laiali Chaar

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💙💙💙 Hoje é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Vista azul e ajude a compartilhar informações. Por um mundo sem preconceito.

💙 Um estudo publicado ano passado com uma grande quantidade de mulheres mostrou relação do uso de paracetamol na gravidez com autismo e hiperatividade. Por isso, é importante que as grávidas façam um pré-natal e tomem medicamentos apenas após orientação médica.

💙 Um vídeo rodou o mundo ano passado mostrando um menino de 5 anos com autismo que não permitia ser tocado ou abraçado, abraçando um cachorro.

💙 O Autismo atinge 2 milhões de brasileiros. Afeta na maioria dos casos a comunicação, interação social com as outras pessoas e a imaginação. Eles vêem o mundo de um modo diferente.

💙 É frequente também eles terem alterações motoras como atraso de desenvolvimento e movimentos de braços como o das mariposas.

💙A Fisioterapia auxilia no estímulo de habilidades importantes para a criança como: engatinhar, sentar, rolar, ficar de pé e andar. Os pais também são acompanhados e exercícios são ensinados para ajudar a criança a adquirir força muscular e coordenação motora. Educadores Físicos e psicopedagogos auxiliam no desenvolvimento de tarefas para que o indivíduo não se sinta excluído do grupo e ganhe competências sociais.

💙 O canal mais lindo desse you tube todo se chama Ótavio Show. Assista e conheça o Ítalo, por um mundo sem preconceito!

Para saber mais:

Avella-Garcia CB, Julvez J, Fortuny J, Rebordosa C, García-Esteban R, Galán IR, Tardón A, Rodríguez-Bernal CL, Iñiguez C, Andiarena A, Santa-Marina L, Sunyer J. Acetaminophen use in pregnancy and neurodevelopment: attention function and autismspectrum symptoms. Int J Epidemiol, 2016.

Olsen J, Liew Z. Commentary: Acetaminophen use in pregnancy and neurodevelopment: attention function and autism spectrum symptoms. Int J Epidemiol., 2016.

Somos todos autistas. Canal Otávio Show.

 

 

A música melhora o rendimento de atletas

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Por Laiali Chaar

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Fonte de imagem: Robin Wilkins, 2014

        Ouvir música pode melhorar o rendimento de um atleta? Obrigada pela sugestão Professor Rodrigo Marques e à querida turma de neurolovers do 8º e 9º noturno da Fisioterapia de Osasco (muitas saudades de dar aulas pra vocês e nos vemos no estágio)!

       Nas próximas Olimpíadas repare nos atletas tirando os fones de ouvido antes de entrar em campo, no ringue ou na pista. São muitos e isso não é coincidência…

        A música tem o poder de nos acalmar ou agitar dependendo do estilo. Para saber quais são as músicas que podem acalmar sua ansiedade clique aqui. Grande parte dos estudos de Neurociência mostraram que ouvir música, especialmente se for a preferida do atleta, antes de uma prova melhora o seu rendimento. Atletas que ouvem música pop durante os treinos e aquecimento têm melhor rendimento físico porque a música aumenta a força muscular em 30%, frequência cardíaca e tempo de corrida comparados com os que treinam no silêncio.

       Isso acontece porque a música melhora o raciocínio, a autoestima, a confiança, o humor, desvia a atenção do cansaço, fadiga muscular e cardiorrespiratória, libera morfina e dopamina que diminuem as dores e diminui a ansiedade.  Além disso, o ritmo de algumas músicas coincide com os movimentos repetitivos dos gestos esportivos de curta distância e ajuda a manter a coordenação motora. A coordenação motora mais refinada muitas vezes é a fração de segundo que faz a diferença entre uma medalha de ouro ou nada.

      A música também gera emoções que ajudam na técnica de prática mental. Nela os atletas imaginam-se, antes da competição, vencendo e fazendo movimentos corretos para melhorar a confiança o que melhora o rendimento.

     Você também pode ouvir suas músicas preferidas enquanto treina para ter mais resultados e motivação.

     Quase todos os estudos mostram que qualquer música é capaz de influenciar o rendimento de forma positiva, mas as músicas alegres com ritmo maior que 120 batidas por minuto têm melhores resultados.

       Alguns treinadores usam a música como motivação, proibindo os esportistas de ouvir canções durante os treinos até que eles alcancem determinados patamares de rendimento.

          Existe um caso de uso de música que ficou bem famoso: Haile Gebrselassie, atleta da Etiópia que até hoje é considerado um dos melhores corredores de longa distância da história, sincronizou suas passadas com o ritmo da música The Scatman quando quebrou o recorde mundial dos 5 mil metros em 1995 com quase 11 segundos de vantagem sobre a marca anterior.

       É importante que seja uma trilha sonora personalizada de acordo com os gostos musicais do atleta. As músicas preferidas do Phelps são Eminem, No Beef do Steve Aoki e Afrojack e o remix do Skrillex para “Promises” do Nero.

        Já o homem mais rápido do mundo, Usain Bolt, prefere músicas mais calmas dos seus conterrâneos jamaicanos, Bob Marley (“Who The Cap Fit” e “Three Little Birds”) e Junior Reid “(“One Blood”). Mas, seu treinador o proibe de escutar músicas antes de correr com medo dele perder a concentração (esse aí faltou nas aulas de Neuro rsrs). A ginasta Simone Billes é adolescente e mais moderninha ouve Ariana Grande, Selena Gomez, Justin Bieber, Zayn e Alessia Cara.

Para saber mais:

Alucinações musicais. Oliver Sacks, Companhia das Letras. 2007

Hallett R, Lamont A. Evaluation of a motivational pre-exercise music intervention. J Health Psychol, 2016.

Hallett R, Lamont A. How do gym members engage with music during exercise? Qualitative Research in Sport, Exercise and Health, v. 7(3), p. 411–427, 2015.

Encontro da Sociedade de percepção de música e cognição, 2015 

Wilkins RW1, Hodges DA2, Laurienti PJ3, Steen M3, Burdette JH3. Network science and the effects of music preference on functional brain connectivity: from Beethoven to Eminem. Sci Rep., v. 28;4, p. 6130, 2014.

Laukka P, Quick L. Emotional and motivational uses of music in sports and exercise: A questionnaire study among athletes. Psychology of Music, v. 41(2), p. 198–215, 2013.

Fritz TH, Halfpaap J, Grahl S, Kirkland A, Villringer A. Musical feedback during exercise machine workout enhances mood. Front Psychol., v.10; p. 4:921,  2013.

Karageorghis CI, Priest DL. Music in the exercise domain: a review and synthesis (Part I). Int Rev Sport Exerc Psychol., v. 5(1), p. 44-66, 2012.

Karageorghis CI, Priest DL. Music in the exercise domain: a review and synthesis (Part II). Int Rev Sport Exerc Psychol., v.5(1), p.67-84, 2012.

Salimpoor VN, Benovoy M, Larcher K, Dagher A, Zatorre RJ. Anatomically distinct dopamine release during anticipation and experience of peak emotion to music. Nat Neurosci., v. 14(2), p. 257-62, 2011.

Costas Karageorghis, David-Lee Priest. Music in Sport and Exercise : An Update on Research and Application. The Sport Journal, 2008

Cepeda MS, Carr DB, Lau J, Alvarez H. Music for pain relief. Cochrane Database Syst Rev., v. 19; n.(2), 2006.

Yamamoto T, Ohkuwa T, Itoh H, Kitoh M, Terasawa J, Tsuda T, Kitagawa S, Sato Y. Effects of pre-exercise listening to slow and fast rhythm music on supramaximal cycle performance and selected metabolic variables. Arch Physiol Biochem., v. 111(3), p. 211-4, 2003.