Crianças que praticam esportes têm mais neurônios da memória e menos depressão, revela novo estudo

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Por Laiali Chaar

area de trabalho

Bomba da Neurociência 🔥🔥🔥💣💣💣♥️🙇🏻‍♀️🙇🏻 ⠀ ⠀
Você incentiva seus pacientes meninos e meninas pediátricos a praticar esportes? ♥️🙇🏻‍♀️🙇🏻🏃🏻‍♀️🤺🤸🏻‍♀️🤾🏾‍♀️🏄🏻‍♀️🏇🏾🚴🏻‍♀️💪🏼 ⠀ ⠀
Esporte adaptado sempre foi uma paixão minha por incluir e aumentar a participação social dessas pessoas. Mais um estudo com motivos para amarmos 😍 ⠀ ⠀
➡️ Corrida, artes marciais, baseball, pilates, trilhas, basquete, hockey, futebol, futsal, rugby, vôlei, dança, escalada, ginástica, tênis, natação, surf, hipismo, corrida, yoga ou taco. Não importa. ♥️🤾🏾‍♀️🤸🏻‍♀️🏄🏻‍♀️🏇🏾🏇🏾🏃🏻‍♀️🤾🏼‍♂️🏋🏻‍♀️🤺🏃🏻💪🏼 ⠀ ⠀
➡️ Praticar um esporte libera dopamina, serotonina, treina a mente a focar no tempo presente, estimula a empatia, aumenta as relações sociais, ensina a lidar com frustrações 😍♥️💪🏼 ⠀ ⠀
➡️ Essa semana reencontrei amigos do meu time da faculdade e quantas lembranças boas ♥️ ⠀ ⠀
➡️ Esse é mais um estudo com benefícios do exercício físico para crianças ♥️🙇🏻‍♀️🙇🏻 ⠀ ⠀
➡️ Foram estudadas 4191 crianças de 9 a 11 anos. Eram crianças sedentárias ou praticavam 23 esportes diferentes coletivos ou individuais ⚽️🏀🏈⚾️🎾🏐🏉🎱 ⠀ ⠀
➡️ Elas realizaram ressonância magnética questionários e testes de humor e personalidade ♥️🙇🏻‍♀️🙇🏻 ⠀ ⠀
➡️ O estudo foi realizado por neurocientistas da Universidade Washington e da Califórnia ♥️👩🏻‍⚕️👨🏽‍⚕️ ⠀ ⠀
➡️ Quem praticava esportes tinha relação com quem tinha menos sintomas depressivos e melhor saúde mental ⚽️♥️😆 ⠀ ⠀
➡️ Além disso, quem praticava esportes coletivos tinha maior área do hipocampo, principal área responsável pela memória. Uma hipótese que talvez pela complexidade e interação social mais intensa dos esportes coletivos ♥️🙇🏻‍♀️🙇🏻 ⠀ ⠀
⚠️ Outras atividades em grupo não tiveram o mesma relação ☝️✋️ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀

🔎📚 Para ler o artigo original acesse:

Gorham LS, Jernigan T, Hudziak J, Barch DM. Involvement in Sports, Hippocampal Volume, and Depressive Symptoms in Children. Biol Psychiatry Cogn Neurosci Neuroimaging. p. S2451, 2019.

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Nosso cérebro produz novos neurônios até os 90 anos, confirma novo estudo

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Por Laiali Chaar

idoso

Bomba da Neurociência 🔥🔥🔥💣💣💣Quem acompanha o @tudosobrecontroleneural ou vê minhas lives e palestras sabe que a maior lenda da Neurociência é que só ganhamos novos neurônios quando somos bebês 🤚🚷⚠️ Essa lenda continua sendo compartilhada em redes sociais e até ensinada em aulas 😱💔😕

➡️ Escrevi posts em 23 de Abril de 2017 e 20 Abril de 2018 desmistificando esse assunto. São eles:

Produzimos novos neurônios durante a vida toda, mostra novo estudo

9 verdades e 1 mentira sobre o cérebro

➡️ Compartilhar notícias falsas é grave porque a descoberta de que ganhamos neurônios novos todos os dias pode motivar várias pessoas a se transformarem ou se tratarem

➡️ Novos neurônios tornam possível aprender qualquer coisa em qualquer idade treinando: um novo idioma, um novo passo de dança, equilibrar nossas emoções, refletir sobre o mundo, tocar um
instrumento musical, uma nova modalidade de esporte ou um paciente reaprender um movimento perdido por uma lesão neurológica 😍♥️

➡️ Dezenas de estudos em humanos já comprovaram que em todas as idades ganhamos novos neurônios. Há dois artigos que falam o contrário, mas eles possuem erros metodológicos graves. Por exemplo, congelar os cérebros analisados sem proteção destrói os neurônios e não permite contá-los no microscópio. Aprendi isso na prática no Doutorado quando tive que refazer um experimento por causa disso 🙈

➡️ Esse novo estudo foi publicado na revista Nature @nature.research uma das melhores do mundo e possui um alto grau de qualidade 👩🏻‍⚕️♥️📚

➡️ Os neurocientistas analisaram cérebros de pessoas de 43 a 97 anos. Eles descobriram que: ⠀ ⠀

✨ O cérebro produz novos neurônios no hipocampo mesmo depois dos 90 anos ⠀ ⠀

✨ Pessoas com Alzheimer ganham menos novos neurônios no hipocampo

Esse novo estudo analisou o hipocampo, mas abaixo estão os links de outros estudos que já demonstraram neurogênese em outras áreas em jovens, adultos e idosos como bulbo olfatório e corpo estriado, importante área motora. Portanto, vamos aguardar mais estudos para analisar se existe neurogênese em outras áreas também. Pode ser possível.

O link para os artigos que mostraram neurogênese em outras áreas está nos links abaixo:

Produzimos novos neurônios durante a vida toda, mostra novo estudo

9 verdades e 1 mentira sobre o cérebro

 

📚🔎 Para ler os artigos originais:

Moreno-Jiménez EP, Flor-García M, Terreros-Roncal J, Rábano A, Cafini F, Pallas-Bazarra N, Ávila J, Llorens-Martín M. Adult hippocampal neurogenesis is abundant in neurologically healthy subjects and drops sharply in patients with Alzheimer’s disease. Nat Med. 2019.

Oppenheim RW. Adult Hippocampal Neurogenesis in Mammals (and Humans): The Death of a Central Dogma in Neuroscience and its Replacement by a New Dogma. Dev Neurobiol. 2019.

Leia também: Produzimos novos neurônios durante a vida toda, mostra novo estudo

Leia também: 9 verdades e 1 mentira sobre o cérebro

Cheiro de mato estimula a neuroplasticidade, reduz a pressão arterial e melhora a imunidade, comprova estudo

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Por Laiali Chaar

 

natureza

Esse estudo descobriu que o cheiro de mato diminui o estresse no cérebro, aumenta a neuroplasticidade, diminui a pressão arterial e melhora a imunidade. Dar uma volta em meio no verde da natureza ou do parque e respirar fundo faz um enorme bem para nossos corpos. Por isso preservar a natureza é uma questão imediata de saúde pública.

Leia também: Nadar em água fria pode curar depressão, descobre novo estudo

Você já deve ter percebido que caminhar na natureza te deixa mais tranquilo. A Neurociência já sabia que passar tempo ao ar livre traz benefícios significativos para a saúde física e mental. Mas ano passado, os pesquisadores descobriram que os benefícios psicológicos dados pela natureza são ainda maiores do que imaginávamos. Uma pesquisa feita na Universidade de Stanford publicada em Julho de 2015 descobriu que passeios ao ar livre reduzem os pensamentos negativos obsessivos que caracterizam a depressão. Outro estudo publicado no fim do ano passado descobriu que passar um tempo na natureza também pode ter aplicações no tratamento para a dependência química com redução da  impulsividade e melhor auto-controle o que seria fantástico.

Leia mais: Retrospectiva 2015: 10 coisas fascinantes que aprendemos sobre a mente em 2015

Muitas vezes a Neurociência é importante para descobrir e melhor nossas vidas, outras vezes ela confirma aquilo que a sabedoria popular já sabe como nesse caso.

Para saber mais: A Neurociência das férias

Para ler o estudo original:

Bratmana, G. N.; Daily, G. C.; Benjamin J.Levy, B. J.; Gross, J. J. The benefits of nature experience: Improved affect and cognition. Landscape and Urban Planning, v; 138, p. 41-50. 2015

Berry, M. S.; Repke, M. A. Nickerson, N. P.; Conway III, L. G.; Odum, A. L.; Jordan, K. E. Making Time for Nature: Visual Exposure to Natural Environments Lengthens Subjective Time Perception and Reduces Impulsivity. Plos One. 2015.

Wood L, Hooper P, Foster S, Bull F. Public green spaces and positive mental health – investigating the relationship between access, quantity and types of parks and mental wellbeing.  Health Place. 48:63-71, v. 2017.

Baklien B Ytterhus B, Bongaardt R. When everyday life becomes a storm on the horizon: families’ experiences of good mental healthwhile hiking in nature. Anthropol Med. v. 23, n. 1, p. 42-53. 2016.

Gladwell VF, Kuoppa P, Tarvainen MP, Rogerson M. A Lunchtime Walk in Nature Enhances Restoration of Autonomic Control during Night-Time Sleep: Results from a Preliminary Study. ]Int J Environ Res Public Health. v. 3; n.13(3), 2016

Li Q, Nakadai A, Matsushima H, Miyazaki Y, Krensky AM, Kawada T, Morimoto K Phytoncides (wood essential oils) induce human natural killer cell activity. Immunopharmacol Immunotoxicol. v. 28, n. 2, p. 319-33, 2006.

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Mulheres e homens não têm cérebros diferentes, descobrem novos estudos

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Por Laiali Chaar

homens mulheres

 

Feliz Dia das Mulheres para você que é neurolover, estudante, fisioterapeuta, profissional da saúde, professora, pesquisadora, cientista, paciente ou cuidadora ♥️🌹Aqui no @tudosobrecontroleneural somos 73% dos neurolovers

Bomba da Neurociência 🔥🔥🔥💣💣💣Pesquisas recentes mostraram que não há diferenças entre cérebros de homens e mulheres. Os homens não são de Marte ou as mulheres de Vênus. Então, vamos trabalhar unidos, sendo homens ou mulheres. É importante repensar nossas condutas e formas de comunicação com os pacientes e colegas homens e mulheres.

Você conhece mulheres racionais e homens sentimentais? Todos nós conhecemos. E a Neurociência observou o mesmo 😍👩🏻‍🏫🤓

➡️🏛 História da Neurociência: A lenda de cérebros “femininos” e “masculinos” começou em 2005 com um estudo com poucas pessoas, 21 homens e 27 mulheres que encontrou diferenças. Número pequeno portanto seus resultados dão pouca certeza podem ser apenas “coincidências”.  Mas a lenda se espalhou em diversos sites e redes sociais

➡️ Depois disso, surgiram estudos com interpretações duvidosas, viés graves, estatística fraca e controles inadequados. As conclusões até mudam quando análises cuidadosas são aplicadas. Sempre falo para meus alunos: não é porque o artigo está publicado que ele tenha qualidade. Devemos sempre ler com crítica.

Estudos de Neurociência mais atuais não identificaram diferenças entre homens e mulheres:

➡️ Uma grande meta-análise de 2008 mostrou que a linguagem não é mais elaborada nas mulheres

➡️ Em 2014 um estudo provou que homens e mulheres têm mais de 100 comportamentos semelhantes

➡️ Em 2015 neurocientistas de Nova York analisaram por várias medidas detalhadas e cuidadosas as características de 1.400 cérebros de homens e mulheres. Descobriram que a maioria dos cérebros únicos e misturas de características anatômicas, de comportamento e personalidade que antes eram classificadas como “masculinas” ou “femininas”. É muito raro encontrar um cérebro sem uma mistura. Existem cérebros mais racionais de mulheres e mais sentimentais de homens.

➡️ Diversas diferenças relatadas em cromossomos e células foram desmentidas

➡️ Um artigo sobre o tema foi publicado semana passada na Nature, uma das melhores revistas do mundo, e conclui o mesmo

➡️ Psicólogos pela experiência clinica relatam que não é possível prever capacidades cerebrais, habilidades, personalidade ou qualquer tipo de comportamento baseado no sexo

➡️ O tamanho do cérebro depende do tamanho do corpo. Homens com crânios menores e mulheres com crânios maiores tem tamanhos semelhantes de cérebro.

➡️ Um estudo com 4860 adolescentes e outro de 2018 com 2100 adultos confirmou que 70% deles tem um cérebro mosaico de características antes consideradas femininas ou masculinas

➡️ Não há diferenças ligadas ao sexo nos cérebros de recém-nascidos

➡️ Mas, Laiali, existem diferenças no comportamento, conheço muito mais mulheres sentimentais e homens racionais!!

➡️ Podem existir diferentes comportamentos, explicados pela cultura e não por diferenças cerebrais. Crianças são ensinadas que homens e mulheres são diferentes e aprendem isso com seis anos de idade, de acordo com pesquisa de 2018.

E é isso que contribui para a construção de expectativas diferenciadas, autoconfiança e tomada de riscos que levam meninos e meninas a diferentes carreiras e sucesso 🙁

Para ler os artigos originais acesse:

Bian L, Leslie SJ, Cimpian A. Evidence of bias against girls and women in contexts that emphasize intellectual ability. Am Psychol. v. 73, n. 9, p. 1139-1153, 2018. 

Eliot L Neurosexism: the myth that men and women have different brains. Nature. v. 566, n. 7745, p.453-454, 2019.

Joel D, Persico A, Salhov M, Berman Z, Oligschläger S, Meilijson I, Averbuch A. Analysis of Human Brain Structure Reveals that the Brain “Types” Typical of Males Are Also Typical of Females, and Vice Versa. Front Hum Neurosci. v. 18, n.12, p. 399, 2018..

Joel D, Berman Z, Tavor I, Wexler N, Gaber O, Stein Y, Shefi N, Pool J, Urchs S, Margulies DS, Liem F, Hänggi J, Jäncke L, Assaf Y. Sex beyond the genitalia: The human brain mosaic. Proc Natl Acad Sci U S A. v. 112, n. 50, p. 15468-73, 2015.

Reis, H. T., Carothers. B. J. Black and White or Shades of Gray: Are Gender Differences Categorical or Dimensional?  Current Directions in Psychological Science. 2014.

Sommer IE, Aleman A, Somers M, Boks MP, Kahn RS. Sex differences in handedness, asymmetry of the planum temporale and functional languagelateralization. Brain Res. v. 24, p. 1206:76-88, 2008. 

 

Sentar no chão e levantar sem ajuda das mãos indica que você vai viver mais, revela estudo brasileiro

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Por Laiali Chaar

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Você consegue? Faça o teste e me conta  Bombaa da Neurociência com teste prático 🏼

teste de sentar e levantar.jpg

Fonte da imagem: Jornal O Tempo

➡️ Mais um estudo mostrando a importância do movimento em nossas vidas ♥️🏼🤸🏻‍♀️🤸🏿‍♂️

➡️ Você avalia a saúde cardiovascular dos seus pacientes neurológicos e prescreve exercícios para isso? ♥️🏻‍⚕️🏽‍⚕️

➡️ Essa é uma ótima ideia de teste para condicionamento cardiovascular, força muscular e flexibilidade para você e seus pacientes ♥️🏽‍⚕️🏻‍⚕️🏼

➡️ Para fazer esse teste você não precisa gastar dinheiro com equipamentos nem exames caríssimos. Apenas roupas confortáveis e um chão antiderrapante ⚡️🏼

➡️ A história do artigo: esse teste foi inventado após estudos anteriores mostrarem que força muscular e flexibilidade se relacionam ao risco de doenças

➡️ Prática baseada em evidências é isso: testar suas descobertas com muitas pessoas para verificar seus efeitos e validade com mais certeza pela estatística 🏻‍🏾‍

➡️ Sentar e levantar do chão também pode ser utilizada como um treino de condicionamento bem interessante ♥️🏼🏼🏼

⚠️ Atenção! Cuidado com pacientes em condições com pouco movimento ou com depressão para não desmotivá-los fazendo esse teste. Se você perceber que a pessoa terá muita dificuldade para sentar no chão ou levantar, não é indicado. É muito importante ter critérios para avaliar e raciocínio clinico ⚡️

➡️ 2002 pessoas com 51 a 80 anos fizeram o teste de sentar e levantar do chão e foram acompanhadas por 7 anos por pesquisadores do RJ

➡️ Sentar e levantar valia 10 pontos e 1 ponto era subtraído por cada mão ou joelho usado como apoio no chão para levantar ️

➡️ As pessoas com pior nota no teste morreram 5,4 vezes mais por qualquer causa interna do que os com melhor desempenho ☠️

➡️ Idade, sexo e peso foram ajustados, ou seja, as diferenças na mortalidade foram por causa de não sentar e levantar sem apoio mesmo e não por causa de outros fatores

➡️ Os resultados foram publicados em 2014 com e grande repercussão internacional mas muitas pessoas ainda não conhecem e não utilizam esse teste

➡️ Outro teste que pode ser utilizado é sentado no chão alcançar os pés com as mãos. Esse teste foi feito em 2009 com 500 pessoas por pesquisadores japoneses e americanos

➡️ Eles descobriram que depois dos 40 anos a flexibilidade do tronco tem relação com a rigidez das artérias, porque provavelmente as duas coisas são consequência de uma vida ativa.

Para ler os artigos originais:

Brito LB1, Ricardo DR2, Araújo DS3, Ramos PS2, Myers J4, Araújo CG5 Ability to sit and rise from the floor as a predictor of all-cause mortality. Eur J Prev Cardiol. v. 21, n. 7, p. 892-8, 2014.

Araújo, CGS. Teste de sentar-levantar: apresentação de um procedimento para avaliação em Medicina do Exercício e do Esporte Rev Bras Med Esporte, v. 5, n. 5, 1999.

Yamamoto K, Kawano H, Gando Y, Iemitsu M, Murakami H, Sanada K, Tanimoto M, Ohmori Y, Higuchi M, Tabata I, Miyachi M. Poor trunk flexibility is associated with arterial stiffening. Am J Physiol Heart Circ Physiol. v. 297, n. 4, p. H1314-8, 2009.

Brito LB, de Araújo DS, de Araújo CG. Does flexibility influence the ability to sit and rise from the floor?  Am J Phys Med Rehabil. v. 92, n. 3, p. 241-7, 2013.

Hormônio liberado pelo exercício pode proteger contra Alzheimer, descobrem neurocientistas brasileiros

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Por Laiali Chaar

 

A group of elderly people lifting weights together in a fitness class

Você fez exercício hoje? Partiu treinar pilates, yoga, musculação, dançar, caminhar, correr, fazer trilha depois dessa Bomba da Neurociência 😍😱🔥🔥🔥💣💣💣
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➡️ Vários estudos e vemos em nossos atendimentos que o exercício é uma abordagem eficaz para tratar e até prevenir Alzheimer. No mestrado estudei os efeitos do exercício na Neuroplasticidade 💚⚡️🐍💚

Leia também: 1 em cada 3 casos de demência pode ser evitado, mostra novo estudo

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➡️ Essa descoberta é importante porque as estatísticas publicadas essa semana mostram que o número de pessoas com demência dobrou nos últimos 16 anos 😔💔👴🏼👵🏼
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➡️ A história da irisina: Tudo começou em 2002 quando dois grupos de cientistas descobriram por acaso o hormônio mensageiro do exercício liberado pelos músculos durante a atividade física 😍👩🏻‍🔬👨🏽‍🔬🔬💪🏼
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➡️ E deram o nome para ele de irisina em homenagem à Iris, a deusa grega mensageira. Que românticos! ♥️🏛
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➡️ No inicio achava-se que a irisina só tinha função do metabolismo e muitos cientistas estudam se ela pode ser usada no tratamento da obesidade 🤔💭
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➡️Em 2012 neurocientistas de Harvard descobriram que a irisina aumenta no cérebro durante o exercício e produz BDNF, o hormônio da Neuroplasticidade, que aumenta a conexão entre os neurônios ♥️👩🏻‍⚕️👨🏽‍⚕️
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➡️Agora, neurocientistas brasileiros da UFRJ, depois de 7 anos de trabalho, publicaram na Nature, uma das mais importantes do mundo, que a irisina é importante na formação de memórias e protege os neurônios de toxinas produzidos no Alzheimer e pode diminuir sua progressão 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼🙌🏼

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➡️ Pacientes com Alzheimer avançado tem menos irisina cerebral no hipocampo e líquido cefaloraquidiano 👴🏼👵🏼 😳😔💔
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➡️ A maioria dos pacientes com Alzheimer apresenta outras doenças e condições como artrite, artrose, dores, obesidade, alterações de visão e depressão. O que torna um desafio motiva-los para o exercício regular

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🔎📚 Para ler os artigos originais acesse:

Panza GA, Taylor BA, MacDonald HV, Johnson BT, Zaleski AL, Livingston J, Thompson PD, Pescatello LS. Can Exercise Improve Cognitive Symptoms of Alzheimer’s Disease? J Am Geriatr Soc. v. 66, n. 3, p. 487-495, 2018.

Zhen Du,Yuewei Li, Jinwei Li, Changli Zhou,Feng Li, Xige Yang. Physical activity can improve cognition in patients with Alzheimer’s disease: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Clin Interv Aging. v. 13, p. 1593–1603, 2018.
ZiZengaYong-HongDengaTingShuaiaHuiZhangaYanWangbGuo-MinSong. Effect of physical activity training on dementia patients: A systematic review with a meta-analysis. Chinese Nursing Research, v. 3, p. 168-175, 2016.

GBD 2016 Dementia Collaborators. Global, regional, and national burden of Alzheimer’s disease and other dementias, 1990-2016: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2016. Lancet Neurol. v. 18, n. 1, p. 88-106, 2019.

 

Christiane D. Wrann, James P. White, John Salogiannnis, Dina Laznik-Bogoslavski, Jun Wu, Di Ma,Jiandie D. Lin,Michael E. Greenberg, and Bruce M. Spiegelman.  Exercise induces hippocampal BDNF through a PGC-1α/FNDC5 pathway. Cell Metab. v. 18, n. 5, p. 649–659, 2013. 

Erickson HP. Irisin and FNDC5 in retrospect: An exercise hormone or a transmembrane receptor? Adipocyte. v. 1, n. 4, p. 289-93, 2013.

Huh JY, Panagiotou G, Mougios V, Brinkoetter M, Vamvini MT, Schneider BE, Mantzoros CS. FNDC5 and irisin in humans: I. Predictors of circulating concentrations in serum and plasma and II. mRNA expression and circulating concentrations in response to weight loss and exercise. Metabolism. v. 61, p.1725–1738, 2012.

Lecker SH, Zavin A, Cao P, Arena R, Allsup K, Daniels KM, Joseph J, Schulze PC, Forman DE. Expression of the irisin precursor FNDC5 in skeletal muscle correlates with aerobic exercise performance in patients with heart failure. Circulation Heart failure. v. 5, p. 812–818, 2012.

Pessoas gentis, simpáticas e cooperativas são mais inteligentes e bem sucedidas, segundo a Neurociência

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Por Laiali Chaar

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Bombaaa da Neurociência 🔥💣🙈🙊🙉 Neurolover, essas são as características da sua personalidade? 🤔😱😬

➡️ Minha vó sempre falava: minha filha, a justiça tarda, mas não falha. Agora as pesquisas provaram que ela estava certa ♥️👵🏼 #vovólovers

➡️ É difícil definir o que é inteligência. A teoria do psicólogo Howard Gardner é a mais aceita pelos neurocientistas: há 9 tipos de inteligências. São elas: lógico-matemática, linguística, musical, espacial, corporal-cinestésica, intrapessoal, interpessoal, naturalista e existencial 🔣📚🎶📸🤸🏻‍♀️🤔🤝🌳🙌🏼

➡️ Há gênios e gênias famosos em todas essas áreas: Einstein, Clarice Lispector, Shakira, Frida Kahlo, Marta, Platão, Obama, Chico Mendes e Dalai Lama 😍👸🏻🤴🏽

➡️ Então, não ache que seu primo não é inteligente porque vai mal em matemática. Talvez ele seja inteligente em outra área… 🤔🤤😂😂😂

➡️ A pergunta que não queria calar é o que as pessoas inteligentes têm em comum? Há algo que podemos nos inspirar nelas e imitar? 🤔🤓🤗

➡️ No primeiro dia de aula, faço com meus alunos uma lista das características inspiradoras. Acho importante para termos consciência do que queremos desenvolver durante a faculdade e a vida. Sempre são as mesmas. E pensando nos meus colegas tops da Fisioterapia e Neurociência que me inspiram todos eles têm essas mesmas características 😍👩🏻‍⚕️👨🏽‍⚕️👩🏻‍🏫👨🏻‍🏫✨

➡️ De acordo com os estudos de Neurociência, são 8 características comuns em gênios: flexíveis e se adaptam, entendem e assumem que não sabem tudo, muito curiosos, mentes-abertas e justos, gostam da sua própria companhia, equilíbrio emocional, engraçados e têm muita empatia 😍♥️🙏🏻🙌🏼

➡️ Essas conclusões são de estudos que acompanharam milhares de pessoas por mais de 50 anos com as mesmas oportunidades de se dedicarem aos estudos e trabalho. O que é difícil para a maior parte de nós por ter que trabalhar muito, ganhar pouco ou baixa qualidade da educação escolar 😔💔

Para ler os artigos originais acesse:

Gensowskiab. M. Personality, IQ, and lifetime earnings. Labour Economics, v. 51, p. 170-183, 2018.

George LG, Helson R, John OP. The “CEO” of women’s work lives: how Big Five Conscientiousness, Extraversion, and Opennesspredict 50 years of work experiences in a changing sociocultural context. J Pers Soc Psychol. v. 101, n. 4, p. 812-30, 2011.

Shamosh NA, Deyoung CG, Green AE, Reis DL, Johnson MR, Conway AR, Engle RW, Braver TS, Gray JR. Individual differences in delay discounting: relation to intelligence, working memory, and anteriorprefrontal cortex. Psychol Sci. v. 19, n. 9, p. 904-11, 2008.