Mulheres e homens não têm cérebros diferentes, descobrem novos estudos

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Por Laiali Chaar

homens mulheres

 

Feliz Dia das Mulheres para você que é neurolover, estudante, fisioterapeuta, profissional da saúde, professora, pesquisadora, cientista, paciente ou cuidadora ♥️🌹Aqui no @tudosobrecontroleneural somos 73% dos neurolovers

Bomba da Neurociência 🔥🔥🔥💣💣💣Pesquisas recentes mostraram que não há diferenças entre cérebros de homens e mulheres. Os homens não são de Marte ou as mulheres de Vênus. Então, vamos trabalhar unidos, sendo homens ou mulheres. É importante repensar nossas condutas e formas de comunicação com os pacientes e colegas homens e mulheres.

Você conhece mulheres racionais e homens sentimentais? Todos nós conhecemos. E a Neurociência observou o mesmo 😍👩🏻‍🏫🤓

➡️🏛 História da Neurociência: A lenda de cérebros “femininos” e “masculinos” começou em 2005 com um estudo com poucas pessoas, 21 homens e 27 mulheres que encontrou diferenças. Número pequeno portanto seus resultados dão pouca certeza podem ser apenas “coincidências”.  Mas a lenda se espalhou em diversos sites e redes sociais

➡️ Depois disso, surgiram estudos com interpretações duvidosas, viés graves, estatística fraca e controles inadequados. As conclusões até mudam quando análises cuidadosas são aplicadas. Sempre falo para meus alunos: não é porque o artigo está publicado que ele tenha qualidade. Devemos sempre ler com crítica.

Estudos de Neurociência mais atuais não identificaram diferenças entre homens e mulheres:

➡️ Uma grande meta-análise de 2008 mostrou que a linguagem não é mais elaborada nas mulheres

➡️ Em 2014 um estudo provou que homens e mulheres têm mais de 100 comportamentos semelhantes

➡️ Em 2015 neurocientistas de Nova York analisaram por várias medidas detalhadas e cuidadosas as características de 1.400 cérebros de homens e mulheres. Descobriram que a maioria dos cérebros únicos e misturas de características anatômicas, de comportamento e personalidade que antes eram classificadas como “masculinas” ou “femininas”. É muito raro encontrar um cérebro sem uma mistura. Existem cérebros mais racionais de mulheres e mais sentimentais de homens.

➡️ Diversas diferenças relatadas em cromossomos e células foram desmentidas

➡️ Um artigo sobre o tema foi publicado semana passada na Nature, uma das melhores revistas do mundo, e conclui o mesmo

➡️ Psicólogos pela experiência clinica relatam que não é possível prever capacidades cerebrais, habilidades, personalidade ou qualquer tipo de comportamento baseado no sexo

➡️ O tamanho do cérebro depende do tamanho do corpo. Homens com crânios menores e mulheres com crânios maiores tem tamanhos semelhantes de cérebro.

➡️ Um estudo com 4860 adolescentes e outro de 2018 com 2100 adultos confirmou que 70% deles tem um cérebro mosaico de características antes consideradas femininas ou masculinas

➡️ Não há diferenças ligadas ao sexo nos cérebros de recém-nascidos

➡️ Mas, Laiali, existem diferenças no comportamento, conheço muito mais mulheres sentimentais e homens racionais!!

➡️ Podem existir diferentes comportamentos, explicados pela cultura e não por diferenças cerebrais. Crianças são ensinadas que homens e mulheres são diferentes e aprendem isso com seis anos de idade, de acordo com pesquisa de 2018.

E é isso que contribui para a construção de expectativas diferenciadas, autoconfiança e tomada de riscos que levam meninos e meninas a diferentes carreiras e sucesso 🙁

Para ler os artigos originais acesse:

Bian L, Leslie SJ, Cimpian A. Evidence of bias against girls and women in contexts that emphasize intellectual ability. Am Psychol. v. 73, n. 9, p. 1139-1153, 2018. 

Eliot L Neurosexism: the myth that men and women have different brains. Nature. v. 566, n. 7745, p.453-454, 2019.

Joel D, Persico A, Salhov M, Berman Z, Oligschläger S, Meilijson I, Averbuch A. Analysis of Human Brain Structure Reveals that the Brain “Types” Typical of Males Are Also Typical of Females, and Vice Versa. Front Hum Neurosci. v. 18, n.12, p. 399, 2018..

Joel D, Berman Z, Tavor I, Wexler N, Gaber O, Stein Y, Shefi N, Pool J, Urchs S, Margulies DS, Liem F, Hänggi J, Jäncke L, Assaf Y. Sex beyond the genitalia: The human brain mosaic. Proc Natl Acad Sci U S A. v. 112, n. 50, p. 15468-73, 2015.

Reis, H. T., Carothers. B. J. Black and White or Shades of Gray: Are Gender Differences Categorical or Dimensional?  Current Directions in Psychological Science. 2014.

Sommer IE, Aleman A, Somers M, Boks MP, Kahn RS. Sex differences in handedness, asymmetry of the planum temporale and functional languagelateralization. Brain Res. v. 24, p. 1206:76-88, 2008. 

 

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Sentar no chão e levantar sem ajuda das mãos indica que você vai viver mais, revela estudo brasileiro

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Por Laiali Chaar

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Você consegue? Faça o teste e me conta  Bombaa da Neurociência com teste prático 🏼

teste de sentar e levantar.jpg

Fonte da imagem: Jornal O Tempo

➡️ Mais um estudo mostrando a importância do movimento em nossas vidas ♥️🏼🤸🏻‍♀️🤸🏿‍♂️

➡️ Você avalia a saúde cardiovascular dos seus pacientes neurológicos e prescreve exercícios para isso? ♥️🏻‍⚕️🏽‍⚕️

➡️ Essa é uma ótima ideia de teste para condicionamento cardiovascular, força muscular e flexibilidade para você e seus pacientes ♥️🏽‍⚕️🏻‍⚕️🏼

➡️ Para fazer esse teste você não precisa gastar dinheiro com equipamentos nem exames caríssimos. Apenas roupas confortáveis e um chão antiderrapante ⚡️🏼

➡️ A história do artigo: esse teste foi inventado após estudos anteriores mostrarem que força muscular e flexibilidade se relacionam ao risco de doenças

➡️ Prática baseada em evidências é isso: testar suas descobertas com muitas pessoas para verificar seus efeitos e validade com mais certeza pela estatística 🏻‍🏾‍

➡️ Sentar e levantar do chão também pode ser utilizada como um treino de condicionamento bem interessante ♥️🏼🏼🏼

⚠️ Atenção! Cuidado com pacientes em condições com pouco movimento ou com depressão para não desmotivá-los fazendo esse teste. Se você perceber que a pessoa terá muita dificuldade para sentar no chão ou levantar, não é indicado. É muito importante ter critérios para avaliar e raciocínio clinico ⚡️

➡️ 2002 pessoas com 51 a 80 anos fizeram o teste de sentar e levantar do chão e foram acompanhadas por 7 anos por pesquisadores do RJ

➡️ Sentar e levantar valia 10 pontos e 1 ponto era subtraído por cada mão ou joelho usado como apoio no chão para levantar ️

➡️ As pessoas com pior nota no teste morreram 5,4 vezes mais por qualquer causa interna do que os com melhor desempenho ☠️

➡️ Idade, sexo e peso foram ajustados, ou seja, as diferenças na mortalidade foram por causa de não sentar e levantar sem apoio mesmo e não por causa de outros fatores

➡️ Os resultados foram publicados em 2014 com e grande repercussão internacional mas muitas pessoas ainda não conhecem e não utilizam esse teste

➡️ Outro teste que pode ser utilizado é sentado no chão alcançar os pés com as mãos. Esse teste foi feito em 2009 com 500 pessoas por pesquisadores japoneses e americanos

➡️ Eles descobriram que depois dos 40 anos a flexibilidade do tronco tem relação com a rigidez das artérias, porque provavelmente as duas coisas são consequência de uma vida ativa.

Para ler os artigos originais:

Brito LB1, Ricardo DR2, Araújo DS3, Ramos PS2, Myers J4, Araújo CG5 Ability to sit and rise from the floor as a predictor of all-cause mortality. Eur J Prev Cardiol. v. 21, n. 7, p. 892-8, 2014.

Araújo, CGS. Teste de sentar-levantar: apresentação de um procedimento para avaliação em Medicina do Exercício e do Esporte Rev Bras Med Esporte, v. 5, n. 5, 1999.

Yamamoto K, Kawano H, Gando Y, Iemitsu M, Murakami H, Sanada K, Tanimoto M, Ohmori Y, Higuchi M, Tabata I, Miyachi M. Poor trunk flexibility is associated with arterial stiffening. Am J Physiol Heart Circ Physiol. v. 297, n. 4, p. H1314-8, 2009.

Brito LB, de Araújo DS, de Araújo CG. Does flexibility influence the ability to sit and rise from the floor?  Am J Phys Med Rehabil. v. 92, n. 3, p. 241-7, 2013.

Hormônio liberado pelo exercício pode proteger contra Alzheimer, descobrem neurocientistas brasileiros

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Por Laiali Chaar

 

A group of elderly people lifting weights together in a fitness class

Você fez exercício hoje? Partiu treinar pilates, yoga, musculação, dançar, caminhar, correr, fazer trilha depois dessa Bomba da Neurociência 😍😱🔥🔥🔥💣💣💣
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➡️ Vários estudos e vemos em nossos atendimentos que o exercício é uma abordagem eficaz para tratar e até prevenir Alzheimer. No mestrado estudei os efeitos do exercício na Neuroplasticidade 💚⚡️🐍💚

Leia também: 1 em cada 3 casos de demência pode ser evitado, mostra novo estudo

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➡️ Essa descoberta é importante porque as estatísticas publicadas essa semana mostram que o número de pessoas com demência dobrou nos últimos 16 anos 😔💔👴🏼👵🏼
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➡️ A história da irisina: Tudo começou em 2002 quando dois grupos de cientistas descobriram por acaso o hormônio mensageiro do exercício liberado pelos músculos durante a atividade física 😍👩🏻‍🔬👨🏽‍🔬🔬💪🏼
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➡️ E deram o nome para ele de irisina em homenagem à Iris, a deusa grega mensageira. Que românticos! ♥️🏛
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➡️ No inicio achava-se que a irisina só tinha função do metabolismo e muitos cientistas estudam se ela pode ser usada no tratamento da obesidade 🤔💭
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➡️Em 2012 neurocientistas de Harvard descobriram que a irisina aumenta no cérebro durante o exercício e produz BDNF, o hormônio da Neuroplasticidade, que aumenta a conexão entre os neurônios ♥️👩🏻‍⚕️👨🏽‍⚕️
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➡️Agora, neurocientistas brasileiros da UFRJ, depois de 7 anos de trabalho, publicaram na Nature, uma das mais importantes do mundo, que a irisina é importante na formação de memórias e protege os neurônios de toxinas produzidos no Alzheimer e pode diminuir sua progressão 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼🙌🏼

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➡️ Pacientes com Alzheimer avançado tem menos irisina cerebral no hipocampo e líquido cefaloraquidiano 👴🏼👵🏼 😳😔💔
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➡️ A maioria dos pacientes com Alzheimer apresenta outras doenças e condições como artrite, artrose, dores, obesidade, alterações de visão e depressão. O que torna um desafio motiva-los para o exercício regular

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🔎📚 Para ler os artigos originais acesse:

Panza GA, Taylor BA, MacDonald HV, Johnson BT, Zaleski AL, Livingston J, Thompson PD, Pescatello LS. Can Exercise Improve Cognitive Symptoms of Alzheimer’s Disease? J Am Geriatr Soc. v. 66, n. 3, p. 487-495, 2018.

Zhen Du,Yuewei Li, Jinwei Li, Changli Zhou,Feng Li, Xige Yang. Physical activity can improve cognition in patients with Alzheimer’s disease: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Clin Interv Aging. v. 13, p. 1593–1603, 2018.
ZiZengaYong-HongDengaTingShuaiaHuiZhangaYanWangbGuo-MinSong. Effect of physical activity training on dementia patients: A systematic review with a meta-analysis. Chinese Nursing Research, v. 3, p. 168-175, 2016.

GBD 2016 Dementia Collaborators. Global, regional, and national burden of Alzheimer’s disease and other dementias, 1990-2016: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2016. Lancet Neurol. v. 18, n. 1, p. 88-106, 2019.

 

Christiane D. Wrann, James P. White, John Salogiannnis, Dina Laznik-Bogoslavski, Jun Wu, Di Ma,Jiandie D. Lin,Michael E. Greenberg, and Bruce M. Spiegelman.  Exercise induces hippocampal BDNF through a PGC-1α/FNDC5 pathway. Cell Metab. v. 18, n. 5, p. 649–659, 2013. 

Erickson HP. Irisin and FNDC5 in retrospect: An exercise hormone or a transmembrane receptor? Adipocyte. v. 1, n. 4, p. 289-93, 2013.

Huh JY, Panagiotou G, Mougios V, Brinkoetter M, Vamvini MT, Schneider BE, Mantzoros CS. FNDC5 and irisin in humans: I. Predictors of circulating concentrations in serum and plasma and II. mRNA expression and circulating concentrations in response to weight loss and exercise. Metabolism. v. 61, p.1725–1738, 2012.

Lecker SH, Zavin A, Cao P, Arena R, Allsup K, Daniels KM, Joseph J, Schulze PC, Forman DE. Expression of the irisin precursor FNDC5 in skeletal muscle correlates with aerobic exercise performance in patients with heart failure. Circulation Heart failure. v. 5, p. 812–818, 2012.

Pessoas gentis, simpáticas e cooperativas são mais inteligentes e bem sucedidas, segundo a Neurociência

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Por Laiali Chaar

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Bombaaa da Neurociência 🔥💣🙈🙊🙉 Neurolover, essas são as características da sua personalidade? 🤔😱😬

➡️ Minha vó sempre falava: minha filha, a justiça tarda, mas não falha. Agora as pesquisas provaram que ela estava certa ♥️👵🏼 #vovólovers

➡️ É difícil definir o que é inteligência. A teoria do psicólogo Howard Gardner é a mais aceita pelos neurocientistas: há 9 tipos de inteligências. São elas: lógico-matemática, linguística, musical, espacial, corporal-cinestésica, intrapessoal, interpessoal, naturalista e existencial 🔣📚🎶📸🤸🏻‍♀️🤔🤝🌳🙌🏼

➡️ Há gênios e gênias famosos em todas essas áreas: Einstein, Clarice Lispector, Shakira, Frida Kahlo, Marta, Platão, Obama, Chico Mendes e Dalai Lama 😍👸🏻🤴🏽

➡️ Então, não ache que seu primo não é inteligente porque vai mal em matemática. Talvez ele seja inteligente em outra área… 🤔🤤😂😂😂

➡️ A pergunta que não queria calar é o que as pessoas inteligentes têm em comum? Há algo que podemos nos inspirar nelas e imitar? 🤔🤓🤗

➡️ No primeiro dia de aula, faço com meus alunos uma lista das características inspiradoras. Acho importante para termos consciência do que queremos desenvolver durante a faculdade e a vida. Sempre são as mesmas. E pensando nos meus colegas tops da Fisioterapia e Neurociência que me inspiram todos eles têm essas mesmas características 😍👩🏻‍⚕️👨🏽‍⚕️👩🏻‍🏫👨🏻‍🏫✨

➡️ De acordo com os estudos de Neurociência, são 8 características comuns em gênios: flexíveis e se adaptam, entendem e assumem que não sabem tudo, muito curiosos, mentes-abertas e justos, gostam da sua própria companhia, equilíbrio emocional, engraçados e têm muita empatia 😍♥️🙏🏻🙌🏼

➡️ Essas conclusões são de estudos que acompanharam milhares de pessoas por mais de 50 anos com as mesmas oportunidades de se dedicarem aos estudos e trabalho. O que é difícil para a maior parte de nós por ter que trabalhar muito, ganhar pouco ou baixa qualidade da educação escolar 😔💔

Para ler os artigos originais acesse:

Gensowskiab. M. Personality, IQ, and lifetime earnings. Labour Economics, v. 51, p. 170-183, 2018.

George LG, Helson R, John OP. The “CEO” of women’s work lives: how Big Five Conscientiousness, Extraversion, and Opennesspredict 50 years of work experiences in a changing sociocultural context. J Pers Soc Psychol. v. 101, n. 4, p. 812-30, 2011.

Shamosh NA, Deyoung CG, Green AE, Reis DL, Johnson MR, Conway AR, Engle RW, Braver TS, Gray JR. Individual differences in delay discounting: relation to intelligence, working memory, and anteriorprefrontal cortex. Psychol Sci. v. 19, n. 9, p. 904-11, 2008.

 

A Neurociência da Esclerose Lateral Amiotrófica

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Por Laiali Chaar

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       Em Dezembro estive na reunião de pacientes e familiares da AbrELA em que as últimas novidades do Congresso Mundial sobre Esclerose Lateral Amiotrófica foram divulgadas. Lá entrevistei dois neurocientistas renomados mundialmente no tratamento da ELA: Doutor Acary e Doutor Marco Antônio e os pacientes: Adilson, Dona Natalina e Seu Dárcio. Obrigada ABRela que me recebeu tão bem em especial Alessandra Corrales da assessoria de imprensa. A ELA não é uma doença apenas genética, há muitos fatores do estilo de vida e do ambiente que estão relacionados com a causa da doença. Por isso, indico para você esses dois artigos abaixo para saber mais sobre as últimas descobertas sobre Esclerose Lateral Amiotrófica:

 

Exposição ao formaldeído aumenta a chance de esclerose lateral amiotrófica

Prática intensa de exercício físico está associada à Esclerose Lateral Amiotrófica, mostra novo estudo

Amigo ou falsiane? Descoberta nova função do hipocampo em novo estudo

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Por Laiali Chaar

hipocampo

 

Bombaaa da Neurociência 🔥💣😵🙃 Qual a função do hipocampo que você estudou? Até semana passada achava-se que o hipocampo só armazenava a memória da matéria de neuro, o rosto do crush, datas de aniversário, e traumas. Mas um novo estudo mudou tudo 😍♥️👩🏻‍🏫👨🏽‍⚕️

➡️ Esses neurônios coloridos lindos são a área CA2 e foram descobertos essa semana por neurocientistas do @zuckermanbrainde Nova York e divulgados em um artigo na revista Nature, uma das melhores do mundo 💜💙💚💛❤️🌈

➡️ E são responsáveis pelas nossas interações sociais com o crush, com os amigos, família, colegas, conhecidos e desconhecidos 😍🤗😀🙏🏻🙌🏼

➡️ Essa pequena área com esses poucos neurônios reconhecem quem é nosso amigo ou quem é falsiane. São eles que fazem a gente decidir se tem vontade de dar um abraço em alguém ou xingar a pessoa 😘😍😤😡%#¥$&!?ú

➡️ Eles podem estar envolvidos em doenças como esquizofrenia, transtornos do espectro autista e doenças psiquiátricas em que há alteração das relações sociais 😔😵💔

➡️ Esse post foi atendendo a pedidos de neurolovers neuroromânticos continuamos o assunto de Neurociência dos relacionamentos ♥️🙇🏻🙇🏻‍♀️

📷: Felix Leroy e David H Brann professor Sielgelbaum

Para ler o artigo original:

Leroy F, Park J, Asok A, Brann DH, Meira T, Boyle LM, Buss EW, Kandel ER, Siegelbaum SA6. A circuit from hippocampal CA2 to lateral septum disinhibits social aggression. Nature. v. 564, n. 7735, p. 213-218, 2018.

Fortalecimento diminui progressão da doença de Charcot Marie Tooth, descobre novo estudo

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Por Laiali Chaar

pilates 3

Bomba da Neurociência 🔥🔥🔥💣💣💣 Um grande neuromito que existe é que a Fisioterapia Neurofuncional apenas “mantém” os movimentos dos pacientes 🖐🖐🖐⚠️ ➡️ Na verdade, se o estímulo adequado é dado, há melhora já no primeiro atendimento na maioria dos casos. E mostro isso ao vivo nos meus cursos 💚⚡️🐍💚

➡️ Ou artigos da Neurociência e eu no @tudosobrecontroleneural te ajudamos a usar os estímulos mais eficazes 😍♥️🙏🏻🙌🏼

➡️ Outro mito é a generalizar. Por muito tempo, pensou-se que o fortalecimento muscular acelerava a degeneração em todas as doenças neuromusculares ou neurodegenerativas ⚠️🖐🔥💣

➡️ Neurodica do dia: estude a doença específica do nosso paciente e não generalizar e observe com o raciocínio clínico se a técnica funciona no seu paciente 💚⚡️🐍 🤔🖐🚫♥️🙇🏻🙇🏻‍♀️ ⠀
➡️ Charcot-Marie-Tooth é uma doença rara, mas a mais comum neuromuscular. Na clinica onde trabalho temos 5 pacientes. Restringe as atividades de vida diária dessas pessoas e uma queixa frequente é o pé caído atrapalhando a marcha. 😍🙇🏻🙇🏻‍♀️

➡️ Por esse mito, o fortalecimento dos músculos proximais do quadril e tronco era realizado, mas não nos músculos distais de pés e mãos era evitado 💪🏼♥️

➡️ Um Neurocientista australiano tratou 60 pacientes de 6 a 17 anos. 30 fizeram exercício de dorsiflexão um pé de cada vez com resistência com 50% a 70% do peso máximo que podiam carregar e 30 realizaram exercício bem leve com 10% do peso máximo. 2 séries de 8 repetições progredindo para 3 séries de 10 repetições com 3 minutos de descanso entre as séries 💪🏼💦😓

➡️ 3 vezes por semana por 6 meses com 12 atendimentos na Fisioterapia e as demais em casa ⚡️🐍

➡️ Foi comprovado por ressonância magnética que fortalecer não degenerou o músculo ou gordura 💪🏼♥️🙌🏼

➡️ Esse estudo é mais confiável porque foi cego, ou seja, quem avaliou os pacientes não sabia de que grupo eram é assim não interfere nos resultados ♥️🙇🏻🙇🏻‍♀️

Para saber mais:

Shields N. Six months of strength training reduces progression of dorsiflexor muscle weakness in childrenwith Charcot-Marie-Tooth disease [synopsis].  J Physiother., v. 64, n. 1, p. 58, 2018.