#meuamigosecreto não sabe, mas é psicopata

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Por Laiali Chaar 

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#meuamigosecreto não tem nenhuma relação comigo. Ele me stalkeia, me monitora através das redes sociais, me assedia, invade meu mundo, me manda mensagens, me persegue, solicita informações sexuais, vasculha minha vida e se faz de vítima quando eu não respondo. Meu amigo secreto invadiu meu email e meu computador e roubou informações e fotos minhas para me difamar e me manipular. Mas, o que meu amigo secreto não sabe é que esse comportamento é uma psicopatia e gera medo e em alguns casos até suicídio de sua vítima. Quer saber como a Neurociência explica a perseguição virtual, o “stalking”? Leia abaixo.

        “Stalkear” é o verbo usado para o assédio obsessivo de uma pessoa sobre outra, a observando e seguindo, com comunicação indesejada e persistente utilizando mais de um tipo de comportamento de perseguição utilizando redes sociais. A Neurociência mostrou que pessoas que agem assim tem personalidade psicopata. Psicopatas não sentem empatia, ou seja, afeto por outra pessoa, são sádicos, narcisistas, impulsivos, não tem noção do que é moralmente aceito e tem grande habilidade de exercer poder e manipular. A internet facilita a expressão da psicopatia por ser anônima, manter distância física e esconder sinais de comunicação não-verbais para que os infratores sejam descobertos. Uma pesquisa feita com 68615 homens e mulheres entre 16 e 59 anos mostrou que 70% das vítimas são mulheres. 90% dos perseguidores são homens jovens que são parceiros atuais ou ex-parceiros da vítima seguidos por conhecidos e desconhecidos. A maior taxa de homens entre os perseguidores pode refletir uma interpretação equivocada do que é masculinidade, de que tudo vale para seduzir alguém, exercendo comportamentos psicopatas como relação de poder, opressão, agressividade e violência. A Neurociência ainda tem feito poucas pesquisas sobre os mecanismos que causam o comportamento de “stalkear” em redes sociais. Não é possível controlar o comportamento de um psicopata, mas é possível não se acostumar com isso e perceber que se trata de um crime contra a liberdade individual.

📷 Crédito da imagem

Para saber mais:

Nevin A D, Paré P P, Quan-Haase A. Cyber-Psychopathy: Examining the Relationship between Dark E-Personality and Online Misconduct. Tese. Universidade de Western Ontario. Julho 2015

SPITZBERG B, H. The Tactical Topography of Stalking Victimization and
Management. Trauma Violence Abuse October  vol. 3 no. 4 261-288 2002

J.A. Reavis. Encyclopedia of Forensic and Legal Medicine. FORENSIC
PSYCHIATRY AND FORENSIC PSYCHOLOGY | Stalking. 2015, Pages 437–443

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