A Neurociência do horário de verão

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Por Laiali Chaar

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Imagem: Agência Fapesp / Instituto Brainn. Ressonância magnética funcional mostrando a ativação de neurônios de uma pessoa durante o sono nas áreas vermelhas e azuis.

       O corpo humano leva pelo menos 14 dias para se acostumar ao horário de verão segundo um estudo brasileiro

      Com a mudança no horário somos obrigados a acordar uma hora mais cedo e isso modifica o funcionamento do organismo. O sol em horários noturnos faz o cérebro produzir menos melatonina, o hormônio que regula o nosso sono. A diminuição de melatonina faz a pessoa ficar mais cansada, irritada, mal-humorada e com mais sono. Quem nunca?

         A diminuição do tempo de sono aumenta a produção de cortisol, hormônio do estresse estimulado pelo hipotálamo no cérebro. O cortisol nos deixa mais cansados, irritados, retem liquido e diminui nossa imunidade aumentando a chance de ficarmos doentes :O.

         Aos poucos o corpo começa a “se acostumar” com a nova rotina. Então, ai vão algumas dicas para ajudar nisso e diminuir os sintomas: acordar 15 minutos mais cedo em cada dia, dormir alguns minutos mais cedo na primeira semana de horário de verão, dormir no mesmo horário e em um ambiente escuro e silencioso, evitar o uso de televisão, celular, consumo de cafeína, alimentos pesados e exercícios antes de dormir. Boa sorte meus amores e força nessa primeira semana de horário de verão!

Para saber mais:

Guilherme Silva Umemura. Análise da ritmicidade circadiana nas transições do horário de verão. Tese, Universidade de São Paulo, 2015.

Yoo, S-S., Gujar, N., Hu, P., Jolesz, F.A., & Walker, M.P. (2007). The human emotional brain without sleep – a prefrontal amygdala disconnect. Current Biology, 17, 877-878.

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