Cheiro de mato estimula a neuroplasticidade, reduz a pressão arterial e melhora a imunidade, comprova estudo

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Por Laiali Chaar

 

natureza

Esse estudo descobriu que o cheiro de mato diminui o estresse no cérebro, aumenta a neuroplasticidade, diminui a pressão arterial e melhora a imunidade. Dar uma volta em meio no verde da natureza ou do parque e respirar fundo faz um enorme bem para nossos corpos. Por isso preservar a natureza é uma questão imediata de saúde pública.

Leia também: Nadar em água fria pode curar depressão, descobre novo estudo

Você já deve ter percebido que caminhar na natureza te deixa mais tranquilo. A Neurociência já sabia que passar tempo ao ar livre traz benefícios significativos para a saúde física e mental. Mas ano passado, os pesquisadores descobriram que os benefícios psicológicos dados pela natureza são ainda maiores do que imaginávamos. Uma pesquisa feita na Universidade de Stanford publicada em Julho de 2015 descobriu que passeios ao ar livre reduzem os pensamentos negativos obsessivos que caracterizam a depressão. Outro estudo publicado no fim do ano passado descobriu que passar um tempo na natureza também pode ter aplicações no tratamento para a dependência química com redução da  impulsividade e melhor auto-controle o que seria fantástico.

Leia mais: Retrospectiva 2015: 10 coisas fascinantes que aprendemos sobre a mente em 2015

Muitas vezes a Neurociência é importante para descobrir e melhor nossas vidas, outras vezes ela confirma aquilo que a sabedoria popular já sabe como nesse caso.

Para saber mais: A Neurociência das férias

Para ler o estudo original:

Bratmana, G. N.; Daily, G. C.; Benjamin J.Levy, B. J.; Gross, J. J. The benefits of nature experience: Improved affect and cognition. Landscape and Urban Planning, v; 138, p. 41-50. 2015

Berry, M. S.; Repke, M. A. Nickerson, N. P.; Conway III, L. G.; Odum, A. L.; Jordan, K. E. Making Time for Nature: Visual Exposure to Natural Environments Lengthens Subjective Time Perception and Reduces Impulsivity. Plos One. 2015.

Wood L, Hooper P, Foster S, Bull F. Public green spaces and positive mental health – investigating the relationship between access, quantity and types of parks and mental wellbeing.  Health Place. 48:63-71, v. 2017.

Baklien B Ytterhus B, Bongaardt R. When everyday life becomes a storm on the horizon: families’ experiences of good mental healthwhile hiking in nature. Anthropol Med. v. 23, n. 1, p. 42-53. 2016.

Gladwell VF, Kuoppa P, Tarvainen MP, Rogerson M. A Lunchtime Walk in Nature Enhances Restoration of Autonomic Control during Night-Time Sleep: Results from a Preliminary Study. ]Int J Environ Res Public Health. v. 3; n.13(3), 2016

Li Q, Nakadai A, Matsushima H, Miyazaki Y, Krensky AM, Kawada T, Morimoto K Phytoncides (wood essential oils) induce human natural killer cell activity. Immunopharmacol Immunotoxicol. v. 28, n. 2, p. 319-33, 2006.

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Mulheres e homens não têm cérebros diferentes, descobrem novos estudos

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Por Laiali Chaar

homens mulheres

 

Feliz Dia das Mulheres para você que é neurolover, estudante, fisioterapeuta, profissional da saúde, professora, pesquisadora, cientista, paciente ou cuidadora ♥️🌹Aqui no @tudosobrecontroleneural somos 73% dos neurolovers

Bomba da Neurociência 🔥🔥🔥💣💣💣Pesquisas recentes mostraram que não há diferenças entre cérebros de homens e mulheres. Os homens não são de Marte ou as mulheres de Vênus. Então, vamos trabalhar unidos, sendo homens ou mulheres. É importante repensar nossas condutas e formas de comunicação com os pacientes e colegas homens e mulheres.

Você conhece mulheres racionais e homens sentimentais? Todos nós conhecemos. E a Neurociência observou o mesmo 😍👩🏻‍🏫🤓

➡️🏛 História da Neurociência: A lenda de cérebros “femininos” e “masculinos” começou em 2005 com um estudo com poucas pessoas, 21 homens e 27 mulheres que encontrou diferenças. Número pequeno portanto seus resultados dão pouca certeza podem ser apenas “coincidências”.  Mas a lenda se espalhou em diversos sites e redes sociais

➡️ Depois disso, surgiram estudos com interpretações duvidosas, viés graves, estatística fraca e controles inadequados. As conclusões até mudam quando análises cuidadosas são aplicadas. Sempre falo para meus alunos: não é porque o artigo está publicado que ele tenha qualidade. Devemos sempre ler com crítica.

Estudos de Neurociência mais atuais não identificaram diferenças entre homens e mulheres:

➡️ Uma grande meta-análise de 2008 mostrou que a linguagem não é mais elaborada nas mulheres

➡️ Em 2014 um estudo provou que homens e mulheres têm mais de 100 comportamentos semelhantes

➡️ Em 2015 neurocientistas de Nova York analisaram por várias medidas detalhadas e cuidadosas as características de 1.400 cérebros de homens e mulheres. Descobriram que a maioria dos cérebros únicos e misturas de características anatômicas, de comportamento e personalidade que antes eram classificadas como “masculinas” ou “femininas”. É muito raro encontrar um cérebro sem uma mistura. Existem cérebros mais racionais de mulheres e mais sentimentais de homens.

➡️ Diversas diferenças relatadas em cromossomos e células foram desmentidas

➡️ Um artigo sobre o tema foi publicado semana passada na Nature, uma das melhores revistas do mundo, e conclui o mesmo

➡️ Psicólogos pela experiência clinica relatam que não é possível prever capacidades cerebrais, habilidades, personalidade ou qualquer tipo de comportamento baseado no sexo

➡️ O tamanho do cérebro depende do tamanho do corpo. Homens com crânios menores e mulheres com crânios maiores tem tamanhos semelhantes de cérebro.

➡️ Um estudo com 4860 adolescentes e outro de 2018 com 2100 adultos confirmou que 70% deles tem um cérebro mosaico de características antes consideradas femininas ou masculinas

➡️ Não há diferenças ligadas ao sexo nos cérebros de recém-nascidos

➡️ Mas, Laiali, existem diferenças no comportamento, conheço muito mais mulheres sentimentais e homens racionais!!

➡️ Podem existir diferentes comportamentos, explicados pela cultura e não por diferenças cerebrais. Crianças são ensinadas que homens e mulheres são diferentes e aprendem isso com seis anos de idade, de acordo com pesquisa de 2018.

E é isso que contribui para a construção de expectativas diferenciadas, autoconfiança e tomada de riscos que levam meninos e meninas a diferentes carreiras e sucesso 🙁

Para ler os artigos originais acesse:

Bian L, Leslie SJ, Cimpian A. Evidence of bias against girls and women in contexts that emphasize intellectual ability. Am Psychol. v. 73, n. 9, p. 1139-1153, 2018. 

Eliot L Neurosexism: the myth that men and women have different brains. Nature. v. 566, n. 7745, p.453-454, 2019.

Joel D, Persico A, Salhov M, Berman Z, Oligschläger S, Meilijson I, Averbuch A. Analysis of Human Brain Structure Reveals that the Brain “Types” Typical of Males Are Also Typical of Females, and Vice Versa. Front Hum Neurosci. v. 18, n.12, p. 399, 2018..

Joel D, Berman Z, Tavor I, Wexler N, Gaber O, Stein Y, Shefi N, Pool J, Urchs S, Margulies DS, Liem F, Hänggi J, Jäncke L, Assaf Y. Sex beyond the genitalia: The human brain mosaic. Proc Natl Acad Sci U S A. v. 112, n. 50, p. 15468-73, 2015.

Reis, H. T., Carothers. B. J. Black and White or Shades of Gray: Are Gender Differences Categorical or Dimensional?  Current Directions in Psychological Science. 2014.

Sommer IE, Aleman A, Somers M, Boks MP, Kahn RS. Sex differences in handedness, asymmetry of the planum temporale and functional languagelateralization. Brain Res. v. 24, p. 1206:76-88, 2008.