Quem lê mais vive mais, se torna uma pessoa melhor e mais compreensiva, mostram estudos

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Por Laiali Chaar

 

Neurociência em um minuto ♥️💀 Tema de hoje no Dia do Livro: a Neurociência do livro ♥️📚

Você já indicou para o seu paciente com lesão neurológica ler uma poesia ou um livro? Indique porque estimula a neuroplasticidade ♥️💀

E meia hora de leitura por dia já é suficiente para viver mais 😍❤️>>> Essa vai especialmente para os livrolovers de plantão 🙋🏻💜

Você leu o Harry Potter em três dias?! 🤓📚💚 Que bom porque neurocientistas da Universidade de Yale descobriram que gostar de ler está associado a viver mais.

Eles estudaram por 27 anos o hábito dos americanos. E descobriram que os não leitores haviam morrido mais cedo do que os leitores e bem mais cedo do que os super leitores.
Aí você pode pensar: mas isso é óbvio porque quem lê mais tem uma classe social mais elevada e maior nível educacional. Então se previne e tem mais cuidados médicos do que quem não lê. Aí que está a surpresa os resultados não tem a ver com classe social ou educação. Então pode ser que a leitura tenha efeitos no cérebro e influencie na causa das doenças.
Quem lia até 3h30 por semana, segundo o estudo, tinha 17% menos chances de morrer antes dos 62 anos do que quem não lia nada.
Mas atenção não adianta ler aquele tutorial de como fazer brigadeiro ou o último babado forte do mundo dos famosos porque isso só funciona com livros. As pessoas que liam apenas jornais ou revista mesmo que fosse muita leitura não tiveram mais anos de vida do que os que liam livros.
De acordo com outro artigo da revista Science quem lê livros trabalha a inteligência emocional, empatia e compreensão com outras pessoas. Essa é uma habilidade importante para treinarmos em todas as nossas relações.
Então, bora se acabar no Dom Casmurro no fim de semana 🤓📚💚

 

Para ler os artigos originais acesse: 

Bavishi A, Slade MD, Levy BR. A chapter a day: Association of book reading with longevity.  Soc Sci Med., v. 164, p. 44-48, 2016. 

Kidd DC, Castano E. Reading literary fiction improves theory of mind. Science., v. 18; 342(6156), p. 377-80, 2013.

 

 

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Transplante de cabeça foi adiado, conta neurocirurgião em entrevista

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Por Laiali Chaar

sergio canaveroFoto de Sergio Canavero, neurocirurgião responsável pelo transplante de cabeça

Leia também: O primeiro transplante de cabeça

😰😰😰 Envie essa notícia aa os amigos neurocuriosos ♥️💀.

Mega Bomba da Neurociência 🔥🔥🔥💣💣💣 O que você acha, neurolover? Será que funcionará? 🤔 ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

➡️ Há dois anos estou postando as atualizações da cirurgia e recebo muitos directs de neurolovers perguntando se a cirurgia marcada para Dezembro foi realizada 💉💀👨🏻‍⚕️
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➡️ Estávamos desde Novembro sem notícias sobre a cirurgia ou algum pronunciamento do neurocirurgião italiano responsável por ela Sergio Canavero 💉💀👨🏻‍⚕️🤔
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➡️ Essa semana ele deu uma entrevista sobre o assunto compartilhada por ele 👨🏻‍⚕️♥️💀📰
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➡️ Essa cirurgia é muito polêmica, também entre os neurocirurgiões. Há muitos boatos sobre o assunto, por isso vou atualizar vocês ⠀⠀

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
➡️ Ela é chamada de anastomose cefalosomática, mas está sendo chamada pela mídia de “transplante de cabeça” 💉💀
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➡️ Ela estava marcada para Dezembro, mas foi adiada. E não tem data divulgada para acontecer 💉💀
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➡️ Será feita na China em conjunto com a equipe do neurocirurgião Xiaoping Ren da Universidade de medicina de Harbin 💉💀
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➡️ O paciente candidato russo não será mais Valery Spiridonaf. Segundo Sergio Canavero, a razão é que eles não iriam encontrar um doador chinês compatível 💉💀
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➡️ A cirurgia foi realizada em ratos que andaram novamente com a utilização da cola de polietileno glicol para os neurônios da medula espinal 🐭♥️
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➡️ Os neurocirurgiões realizaram um teste ano passado em cadáveres humanos. Foram 18 horas de operação para reconectar uma cabeça na medula espinal, nervos e vasos sanguíneos de outro corpo. Dessa cirurgia foram publicados artigos que disponibilizei abaixo 
🔎📚

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➡️ A rejeição e a dor que o paciente sentirá após o transplante é um grande desafio e há muitos aspectos éticos envolvidos 😰😵

➡️ Sergio Canavero também publicou um livro ano passado sobre o tema: Medicus magnus 📚♥️

 

Para ler os artigos originais dele acesse:

Canavero S, Ren X, Kim CY. Reconstructing the severed spinal cord. Surg Neurol Int. v. 21, p. 8:285, 2017.

Ren X, Li M, Zhao X, Liu Z, Ren S, Zhang Y, Zhang S, Canavero S. First cephalosomatic anastomosis in a human model. Surg Neurol Int. v. 17;8, p. 276, 2017.

Ren S, Liu ZH, Wu Q, Fu K, Wu J, Hou LT6, Li M, Zhao X, Miao Q, Zhao YL, Wang SY, Xue Y, Xue Z, Guo YS, Canavero S, Ren XP. Polyethylene glycol-induced motor recovery after total spinal transection in rats. CNS Neurosci Ther., v. 23(8), p. 680-685, 2017

 

Produzimos novos neurônios durante a vida toda, mostra novo estudo

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Por Laiali Chaar

Super Bomba da Neurociência 🔥🔥🔥💣💣💣
➡️ Um grande mistério da Neurociência desde a época dos primeiros Neurocientistas é se surgem novos neurônios no cérebro de adultos e idosos  🤔
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➡️ Esse estudo publicado semana passada na revista Cell, é importante porque surgir novos neurônios mantém a função cognitiva e pode ajudar a recuperar a cognição de quem tem uma lesão ou doença neurológica
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➡️ Além disso, mostra que os idosos podem ser tão capazes quanto jovens para desempenhar tarefas com raciocínio como estudar ou trabalhar. Tenho alunos incríveis com mais de 60 anos ♥️
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 ➡️ Foram estudados cérebros de pessoas saudáveis de 14 a 79 anos sem perda cognitiva, doença psiquiátrica ou tratamento
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➡️ A neurogênese diminui com a idade em roedores e primatas. Mas, em humanos esse estudo descobriu que ela se mantém nos mesmos níveis no envelhecimento 🐭 #️⃣   🙈 #️⃣ 👵🏼
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➡️ Os idosos tinham um número igual de células tronco, células da glia e neurônios no giro denteado do hipocampo, área responsável pela memória que os jovens 👵🏼👴🏽♥️
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➡️ Mas, nos idosos há um menor surgimento de vasos e neuroplasticidade
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➡️ Esse artigo gerou polêmica porque nos últimos anos diversos estudos demonstraram neurogênese no cérebro adulto em diversas regiões, mas um artigo publicado uma semana antes na revista Nature relatou não ter encontrado nenhum novo neurônio no cérebro de adultos.
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➡️  Mas, como dois estudos semelhantes chegaram a resultados tão diferentes?
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➡️ A discussão é que o artigo que não encontrou neurogênese usou outra técnica de armazenamento dos cérebros
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➡️  Enquanto no estudo que encontrou neurogênese os cérebros foram preservados com substâncias químicas, no outro estudo que não encontrou os cérebros foram congelados. Ao congelar o cérebro os neurônios podem ser destruídos.
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➡️ O que você acha de tudo isso, neurolover?!
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Para ler os artigos originais acesse:
Boldrini M, Fulmore CA, Tartt AN, Simeon LR, Pavlova I, Poposka V, Rosoklija GB, Stankov A, Arango V, Dwork AJ, Hen R, Mann JJ. Human Hippocampal Neurogenesis Persists throughout Aging. Cell Stem,  v. 5;22(4), p. 589-599, 2018.Sorrells SF, Paredes MF, Cebrian-Silla A, Sandoval K, Qi D, Kelley KW, James D, Mayer S, Chang J, Auguste KI, Chang EF, Gutierrez AJ, Kriegstein AR, Mathern GW, Oldham MC, Huang EJ, Garcia-Verdugo JM, Yang Z, Alvarez-Buylla A. Human hippocampal neurogenesis drops sharply in children to undetectable levels in adults. Nature. v. 15;555 (7696), p. 377-381, 2018.

Snyder JS. Questioning human neurogenesis. Nature. v. 15; 555(7696), p. 315-316, 2018.

Maguire EA, Gadian DG, Johnsrude IS, Good CD, Ashburner J, Frackowiak RS, Frith CD. Navigation-related structural change in the hippocampi of taxi drivers. Proc Natl Acad Sci U S A, v. 97(8), p. 4398-403, 2000.

Kempermann G, Kuhn HG, Gage FH. Experience-induced neurogenesis in the senescent dentate gyrus. J Neurosci., v. 1, 18(9), p. 3206-12, 1998.

Ernst A, Alkass K, Bernard S, Salehpour M, Perl S, Tisdale J, Possnert G, Druid H, Frisén J. Neurogenesis in the striatum of the adult human brain. Cell. v. 27;156(5), p. 1072-83, 2014.

Você sabia? Existem pessoas que não sentem nenhum medo

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Por Laiali Chaar

Assista ao vídeo abaixo e veja as fotos do que o maior escalador do mundo é capaz de fazer.

 

 

 

 

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Alex realizando a ressonância. A Neurocientista Jane E Joseph especialista em ressonância magnética e seu auxiliar James Purl colocando Alex Honnold, maior escalador do mundo, no equipamento de ressonância magnética. Fonte: Network International, LC e NGC Network US, LLC.

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Ressonância magnética de Alex Honnold (esquerda) e de outro homem escalador de mesma idade (direita). As áreas em vermelho são áreas em que os neurônios estão ativos ao ver cenas que causam medo. A área em vermelho no centro do cérebro é a amígdala. Note que as áreas cerebrais de Alex estão azuis, ou seja, sem ativação de neurônios. Portanto, ele não sente nada quando vê cenas que causam medo. Fonte: Jane Joseph.

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Gráfico comparando os sentimentos da personalidade de cada um deles. Alex Honnold (verde escuro) e o outro escalador (verde claro). Da esquerda para a direita: Extroversão, simpatia, aberto, consciência, neurose, urgência, premeditação, perseverança, desinibição, tédio, buscador de prazer, buscador de emoção, buscador de experiências. Alex tem mais busca de prazer do que o outro homem, talvez isso explique sua busca por emoções extremas e sugere impulsividade ao risco. Fonte: Jane Joseph.

 

O medo já te paralisou? Em uma prova, por exemplo? Ficou com taquicardia, suando, com falta de ar, mão gelada, enjoo em uma situação comum, neurolover? 😱😵😰🤢
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➡️ É bom sentir medo porque nos protege, mas em excesso nos paralisa. Entender o medo é importante para saber como equilibrar isso 🤔
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➡️ Nossos pacientes também tem medos: do movimento, a cinesiofobia, comum em lesões neurológicas e ortopédicas, medo de cair, de não se recuperar, de abandono 👵🏼👴🏽💔
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➡️ Para entender o medo, neurocientistas fizeram ressonância magnética em Alex Honnold, o maior escalador do mundo que não usa cordas nem capacete e não sente nenhum medo. Postei no site vídeos dele 😱😰🙈
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➡️ Eles descobriram que nele os neurônios da amígdala, região do cérebro que produz o medo, não são ativados 🙇🏻
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➡️ Como o medo vem dos neurônios, todos nós, incluindo os pacientes, podemos treinar nossos medos como ele para que não nos paralisem 😌🙏🏻🙌🏼
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➡️ Esse treino pode ser feito se expondo aos poucos à aquilo que sentimos medo
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➡️ Para o paciente um treino do medo seria andar na escada, na rampa, na rua. Para quem caminha sem dificuldade, fazer trilha na montanha, por exemplo, te ajuda a lidar com seus medos, controlar a ansiedade e focar sua mente em outros pontos da situação. Eu fiz no fim de semana 😊😰
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➡️ A motivação e confiança em quem está próximo são importantes para controlar o nosso medo. No caso dos pacientes, nós terapeutas e os cuidadores devemos construir esses sentimentos com nossas ações.
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➡️ Muito obrigada Rafael e Rodolfo da Montanero Expedições por terem me proporcionado uma experiência tão profunda e transformadora durante a trilha que me fez refletir sobre isso
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🔎📚 Para saber mais veja o stories com a explicação direto do alto dos agulhas negras.

 

Para ler os artigos originais acesse:

Collins HR, Corbly CR, Liu X, Kelly TH, Lynam D, Joseph JE. Too little, too late or too much, too early? Differential hemodynamics of response inhibition in high and low sensation seekers. Brain Res., v. 24; p. 1481:1-12, 2012.

Akirav I, Maroun M.The role of the medial prefrontal cortex-amygdala circuit in stress effects on the extinction of fear. Neural Plast., p. 30873, 2007.

 

Dormir tarde aumenta a chance de doenças neurológicas, psiquiátricas e morte, mostra novo estudo

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Por Laiali Chaar

 

dormir tarde

 

 

Super Bombaa da Neurociência 🔥🔥🔥💣💣💣😔 Já pra cama, neurolovers 😴💤😴
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➡️ Esse estudo mostra que talvez o mais importante para um sono saudável não seja a quantidade de horas dormidas, mas o horário que você dorme 😴💤
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➡️ Ele é importante porque indica que é possível prevenir essas doenças, mudando os hábitos dessas pessoas 😴💤
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➡️ Infelizmente, muitas pessoas não tem essa escolha porque trabalham a noite, mas quem puder escolher, pense nisso 🤔
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➡️ Há uma tendência genética que faz as pessoas dormirem mais tarde, mas 50% da preferência são hábitos que podem ser mudados 😴💤
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➡️ Esse estudo foi feito por neurocientistas britânicos com 50 mil pessoas de 38 a 73 anos que foram acompanhadas por 7 anos 😴💤
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➡️ Dormir tarde está associado com o desenvolvimento de diabetes, doenças cardiovasculares, desordens psicológicas como depressão, neurológicas, gastrointestinais e respiratórias como a asma 😴💤
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➡️ Um palpite científico que tenho para a causa disso é um aumento do sistema nervoso simpático que está relacionado com o desenvolvimento de todas essas doenças.
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➡️ Pensei nisso, porque durante o nosso sono o sistema nervoso simpático é regulado. Quem dorme mais tarde pode ter um aumento do simpático pela falta desse controle.
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➡️ Mas, essa hipótese ainda precisa de comprovação. Isso poderia ser feito medindo a adrenalina, que é um neurotransmissor do sistema nervoso simpático, no sangue dessas pessoas. Saudades, laboratório, quando eu média neurotransmissores ♥️

Para ler o artigo original:

Knutson KL von Schantz M. Associations between chronotype, morbidity and mortality in the UK Biobank cohort. Chronobiol Int. v. 11, p. 1-9, 2018.

Fortalecimento em superfície instável melhora bradicinesia e outros sintomas do Parkinson, mostra novo estudo

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Por Laiali Chaar

 

parkinson

Bomba da Neurociência 🔥🔥🔥💣💣💣 Em homenagem ao Dia do Parkinson ♥️😍 Esse super estudo foi feito por neurocientistas brasileiras da USP 💚💛 E propôs um novo treinamento para pacientes com Parkinson e obteve muitos resultados promissores.

Leia também: Exercício físico de alta intensidade diminui progressão do Parkinson, descobre novo estudo
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➡️ Ele é importante porque nos oferece outras opções de exercícios para variar a terapia e estimular a Neuroplasticidade, aprendizagem motora e a motivação do paciente 💚⚡️🐍💚
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Leia também: Exercitar-se 2,5 horas por semana diminui progressão do Parkinson, descobre novo estudo

➡️ Quando você utilizar exercícios de Pilates pode acrescentar esses equipamentos que deixam o exercício instável: disco proprioceptivo, bola Suíça ou blocos de EVA, caso tenha algum aluno com Parkinson ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

➡️ Os exercícios foram realizados por 12 semanas, uma vez por semana:

 💪🏼 Agachamento com as costas apoiadas em uma bola suíça na parede com os pés sobre disco proprioceptivo

 💪🏼 Leg press sentado sobre um disco proprioceptivo e com os pés apoiados em disco proprioceptivo 

💪🏼 Flexão plantar sobre disco proprioceptivo

 💪🏼 Supino e puxada pela frente com blocos de EVA entre os pés e sentado sobre um disco proprioceptivo. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Leia também: Uva-passa ajuda a prevenir e tratar Alzheimer, Parkinson, Huntington e Esclerose Lateral Amiotrófica


➡️ Houve mais melhora do equilíbrio e velocidade da marcha, rigidez, instabilidade postural e bradicinesia e risco de quedas do que dos indivíduos que fizeram os mesmos exercícios sem disco proprioceptivo, bola suíça ou bloco de EVA. ⠀⠀

➡️ Além disso, esse treino estimulou a Neuroplasticidade dos neurônios da medula espinal dessas pessoas com Parkinson ♥️💪🏼

 

🔎📚💪🏼 Para ver as fotos dos exercícios baixe os artigos originais em:

Silva-Batista C, Corcos DM, Kanegusuku H, Piemonte MEP, Gobbi LTB, de Lima-Pardini AC, de Mello MT, Forjaz CLM, Ugrinowitsch C. Balance and fear of falling in subjects with Parkinson’s disease is improved after exercises with motor complexity. Gait Posture, v. 61, p. 90-97, 2018.

Silva-Batista C, Corcos DM, Barroso R, David FJ, Kanegusuku H, Forjaz C, DE Mello MT, Roschel H, Tricoli V, Ugrinowitsch C. Instability Resistance Training Improves Neuromuscular Outcome in Parkinson’s Disease. Med Sci Sports Exerc. v. 49(4), p. 652-660, 2017.

Silva-Batista C, Mattos EC, Corcos DM, Wilson JM, Heckman CJ, Kanegusuku H, Piemonte ME, Túlio de Mello M, Forjaz C, Roschel H, Tricoli V, Ugrinowitsch C. Resistance training with instability is more effective than resistance training in improving spinal inhibitory mechanisms in Parkinson’s disease.J Appl Physiol, v. 122(1), p. 1-1, 2016.

As fotos e descrição detalhada dos exercícios estão nesse:
Silva-Batista C, Corcos DM, Roschel H, Kanegusuku H, Gobbi LT, Piemonte ME, Mattos EC, DE Mello MT, Forjaz CL, Tricoli V, Ugrinowitsch C. Resistance Training with Instability for Patients with Parkinson’s Disease. Med Sci Sports Exerc., v. 48(9), p. 1678-87, 2016.

Meditação diminui pressão arterial, ansiedade, depressão e estresse em pessoas com AVC, revelam novos estudos

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Por Laiali Chaar

meditacao

 

 

Bônus: Dica de documentário sobre a Neurociência da meditação 😌💜🕉💜😌

Bomba da Neurociência 🔥🔥🔥💣💣💣
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➡️ Já meditou, neurolover? Já meditou com seu paciente ou o incentivou a meditar? ☮️🕉💜

Leia também: Inspiração afeta memória e respostas ao medo
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➡️ Esses resultados são importantes porque esses são sintomas comuns em diversas doenças neurológicas e diminuem muito as atividades, independência e qualidade de vida dessas pessoas 😔💔
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➡️ Muitos acreditam que a meditação é algo místico, porém há várias evidências sobre ela em metaanálises e revisões sistemáticas. Elas são estudos que agrupam outros estudos e realizam uma análise estatística em conjunto de todos os indivíduos ♥️💀♥️

Confira também: Yoga pode prevenir envelhecimento cerebral, perda de memória e desatenção, mostra novo estudo⠀⠀⠀⠀⠀⠀


➡️ Uma das metanálises foi feita com 578 pessoas por neurocientistas ingleses. A meditação foi realizada por 8 semana, uma sessão de treinamento por semana com um professor e treino em casa.
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 Os efeitos na força muscular, fadiga e equilíbrio aparecem mas são fracos. Esses parâmetros foram avaliados em um grupo de pacientes, por isso ainda não podemos ter certeza dos resultados
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
➡️ Um dos neurocientistas mais renomados da atualidade é Richard J. Davidson que estuda os efeitos da meditação no cérebro através de ressonância magnética. Vale a pena assistir um documentário com ele do Netflix chamado FREE THE MIND que é a coisa mais linda e mostra crianças meditando 👼🏼♥️
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➡️ Pode ser que existam efeitos em outras lesões neurológicas como Esclerose Múltipla e Traumatismo cranioencefálico. Vamos ficar de olho nas próximas publicações sobre o tema

Para ler os artigos originais acesse: 

Abbott RA, Whear R, Rodgers LR, Bethel A, Thompson Coon J, Kuyken W, Stein K, Dickens C. Effectiveness of mindfulness-based stress reduction and mindfulness based cognitive therapy in vascular disease: A systematic review and meta-analysis of randomised controlled trials. J Psychosom Res, v. 76(5), p. 341-51, 2014

Lawrence M1, Booth J, Mercer S, Crawford E. A systematic review of the benefits of mindfulness-based interventions following transient ischemic attack and stroke. Int J Stroke, v. 8(6), p. 465-74, 2013.

Thayabaranathan T, Andrew NE, Immink MA, Hillier S, Stevens P, Stolwyk R, Kilkenny M, Cadilhac DA. Determining the potential benefits of yoga in chronic stroke care: a systematic review and meta-analysis. Top Stroke Rehabil., v. 24(4), p. 279-28, 2017.