Broca e Wernicke não existem, mostram estudos 

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Por Laiali Chaar

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           Bomba da Neurociência 💣💣💣 >>> A Neurobiologia da linguagem. Abra qualquer livro de Neuro e você lerá sobre Paul Broca e Carl Wernicke. Eles descreveram em 1860 que a produção e compreensão da linguagem são realizadas por neurônios de duas regiões cerebrais que receberam seus nomes: área de Broca e área de Wernicke. E é assim que aprendemos há 150 anos. Mas essa teoria não coincide mais com os resultados das pesquisas.

Diversos artigos de 2015 e 2016 nas melhores revistas do mundo mostraram que Broca e Wernicke não existem porque não são o centro de produção e compreensão da linguagem.

      A linguagem é muito mais complexa. Há muitas áreas que a controlam distribuídas por todo o cérebro, na região frontal, parietal, temporal, gânglios da base, tálamo e cerebelo. Cada palavra falada ou ouvida ativa neurônios de uma região específica do cérebro. Veja o vídeo do dicionário do cérebro.

           Os neurônios da área de Broca, não estão ativos quando nós falamos em voz alta.

Só 2% dos super especialistas da Sociedade de Neurobiologia da linguagem concordam que a teoria de Broca e Wernicke é a melhor para explicar a linguagem. E eles não concordam onde estão localizadas as duas áreas.

Mesmo assim elas continuam aparecendo em muitos artigos e sendo difundidas. É um mito que perdura. A área da saúde é assim, o conhecimento sempre se atualiza. Então, mostre esses artigos para seus amigos.
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Gravidez causa mudanças no cérebro da mãe

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Por Laiali Chaar

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Fonte da imagem: Os cientistas reconfiguraram um aparelho de ressonância magnética para capturar uma mulher e seu bebê. Rebecca Saxe e Atsushi Takahashi, Departamento do cérebro ciências cognitivas, MITe  Athinoula R.  Milisse Centro de Imagens do Instituto McGovern para pesquisas sobre o cérebro, MIT

 

        A Neurociência do amor de mãe 💖🌸>>>> Feliz Dia das Mães 💖🌸🌸 A gravidez causa mudanças duradouras no cérebro da mulher.

As mães se viciam no cheiro dos bebês. A probabilidade de mães recentes considerarem agradáveis os cheiros de bebês é muito maior, em comparação com mulheres sem filhos.

Leia também: Células do filho migram para o cérebro da mãe e podem prevenir Alzheimer

Além disso, acontecem mudanças nas regiões cerebrais cinzentas associadas às percepções, relações sociais e à capacidade empática de se colocar no lugar do outro e imaginar o que se passa na mente alheia. Isso não acontece no cérebro dos pais. Essas áreas foram ativadas quando as mulheres olhavam fotos de seus bebês. As mudanças ainda estavam presentes dois anos após o nascimento da criança, período em que a criança é mais frágil e precisa de mais cuidados.

Leia também:  Leite materno estimula o desenvolvimento cerebral de bebês prematuros

     Neurocientistas da Universidade Autônoma de Barcelona descobriram em fevereiro desse ano e publicaram na Nature que essas alterações ajudam na adaptação à maternidade e ao cuidado com a criança. E as ajudam a se adaptar à maternidade e a responder às necessidades de seus bebês para cuidar bem da criança.

Então, hoje e sempre abrace, dê um beijo e agradeça à sua mãe por ela ter cuidado de você desde o dia em que ficou grávida.

Para saber mais:
Hoekzema E, Barba-Müller E, Pozzobon C, Picado M, Lucco F, García-García D, Soliva JC, Tobeña A, Desco M, Crone EA, Ballesteros A, Carmona S, Vilarroya O. Pregnancy leads to long-lasting changes in human brain structure. Nat Neurosci., v. 20(2), p. 287-296, 2017.

Células do filho migram para o cérebro da mãe e podem prevenir Alzheimer

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Por Laiali Chaar

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Fonte da imagem: Os cientistas reconfiguraram um aparelho de ressonância magnética para capturar uma mulher e seu bebê. Rebecca Saxe e Atsushi Takahashi. Departamento do cérebro ciências cognitivas, MIT e Athinoula R. Milisse Centro de Imagens do Instituto McGovern para pesquisas sobre o cérebro, MIT.

     A Neurociência do Dia das mães  👩‍👧‍👦🤰🏻💙💖>>> Células do bebê migram para o cérebro da mãe e podem protegê-la do Alzheimer 😱>>> A conexão entre mãe e filho é mais profunda do que se imaginava. Neurocientistas descobriram células de crianças do sexo masculino vivendo no cérebro de suas mães.

     Esse estudo mostrou que durante a gestação as células dos bebês migram para o cérebro da mãe e vivem lá por várias décadas. As células da criança atravessam a placenta entram na circulação da mãe e se alojam no cérebro e o sistema imune da mãe não as remove. Os neurocientistas examinaram o cérebro de mulheres falecidas para a presença de células contendo o cromossomo Y masculino. Eles encontraram essas células em mais de 60% e em várias regiões do cérebro.

Leia também: Gravidez causa mudanças no cérebro da mãe

O estudo revelou que estas células são menos comuns no cérebro de mulheres que tiveram doença de Alzheimer, sugerindo que elas podem melhorar a saúde do cérebro.

Leia também:  Leite materno estimula o desenvolvimento cerebral de bebês prematuros

      Uma teoria é de que essas células do bebê se transformem em novos neurônios que são incorporados ao cérebro da mãe, porque em animais isso acontece. Outra teoria é de que essas as células podem influenciar o circuito de apego à criança.
Então, está certo quando uma mãe diz que seu filho é como se fosse parte dela, é mesmo 😍💖💙

Para saber mais: 

Chan WF, Gurnot C, Montine TJ, Sonnen JA, Guthrie KA, Nelson JL.Male microchimerism in the human female brain.  PLoS One. v. 7(9), p. e45592, 2012.

Esporte desenvolve o cérebro melhorando a memória, foco e atenção

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Por Laiali Chaar

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Fonte da imagem: 📷: Neurônios do córtex. L. Ganion 

        Esporte desenvolve o cérebro e melhora memória, foco e atenção no dia-a-dia 💪🏼❤️>>> Um estudo descobriu que atletas que competem em longas distâncias como corrida, ciclismo e natação desenvolvem conexões cerebrais diferentes de pessoas sedentárias 🚵🏻‍♀️🏊🏻🏃🏿.

          A música melhora o desempenho de atletas. Saiba mais clicando aqui.

       Essas conexões mais desenvolvidas aparecem no córtex frontal, parietal e occipital que são áreas de raciocínio complexo, memória, capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, tomada de decisão e processamento de informações do ambiente.
Quanto mais treinado o atleta e com melhor capacidade cardiorrespiratória mais conexões existem nessas áreas. Os atletas ficam com essas áreas mais ativas não só durante o treino e competições mas também nas tarefas do dia-a dia fora do esporte. Os resultados sugerem que quem pratica esporte com frequência tem mais foco, planejamento e atenção.
Mas o que isso significa para nós que não somos o Usain Bolt nem o Michael Phelps? Que quanto mais você fizer exercícios cardiorrespiratórios longos, como correr, pedalar e nadar mais terá benefícios como mais foco no trabalho e nos estudos. Então, aproveite o domingão e vá correr, nadar ou pedalar. Estou indo correr no parque neurolovers e vocês? 🏃🏻‍♀️💜.

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Para saber mais:

Raichlen DA, Bharadwaj PK, Fitzhugh MC, Haws KA, Torre GA, Trouard TP, Alexander GE. Differences in Resting State Functional Connectivity between Young Adult Endurance Athletes and Healthy Controls. Front Hum Neurosci., v. 29 p.10:610, 2016.

 

Tomar café pode retardar os sintomas do Alzheimer

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Por Laiali Chaar

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Fonte da imagem: Cristais de cafeína no microscópio Annie Cavanagh e David McCarthy. Prêmio Welcome Images 2012.

Atendendo a pedidos dos cafélovers ☕️🙋🏻>>> O que o café faz no nosso cérebro? 🙇🏻‍♀️🙇🏻 Se você bebeu umas cinco xícaras de café hoje antes do meio-dia só para ficar acordado, talvez queira ler isso.

O café é uma das bebidas mais consumidas do mundo.
Nossas células produzem uma molécula chamada adenosina. Esta molécula é uma das culpadas por sentirmos cansaço. Quando você toma café a cafeína chega ao seu cérebro. E a estrutura da cafeína é muito parecida com a da adenosina. Então a cafeína ocupa o lugar dos receptores da adenosina. Resultado a cafeína bloqueia a adenosina. E você fica acordadão. O problema é que o corpo em resposta produz mais receptores de adenosina.

Por isso, quanto mais café você toma, mais café você precisa para sentir o efeito. Esse processo pode causar dependência e sintomas de abstinência: fadiga, irritabilidade e dores de cabeça se você tentar reduzir o consumo.Café pode então ser viciante. E é por isso que os monges do Tibet não tomam café.

Um estudo português, descobriu que o consumo de café pode retardar os sintomas do Alzheimer. Outras pesquisas já provaram que beber café também diminui os riscos de doenças como depressão em mulheres diabetes tipo 2, Parkinson e melhora a memória de adultos.

Adultos entre 18 e 21 anos tem mais benefícios tomando uma xícara às 9h30 da manhã e os mais velhos às 14h.

O corpo humano produz um hormônio chamado cortisol, que promove a sensação de estar acordado. O cortisol é liberado de acordo com o horário do dia e atinge seu nível máximo quando acordamos. Então, tomar café logo após acordar é um desperdício de cafeína. O ideal é esperar algum tempo. Se você se levanta às 8h, tome café a partir das 9h30. No período da tarde, o ideal é tomar uma xícara entre 13h30 e 17h, quando o cortisol diminui.

Um estudo da Science mostrou que abelhas 🐝🐝também amam café porque a cafeína lembra o aroma de algumas flores 🌺 . E a cafeína também pode melhorar a memória delas. Então, se você não tiver nenhuma contraindicação e já que não somos monges, vamos beber café ☕️

Para saber mais:

Maia L, de Mendonça A. Does caffeine intake protect from Alzheimer’s disease? Eur J Neurol. v. 9(4), p. 377-82, 2002

Huxley R, Lee CM, Barzi F, Timmermeister L, Czernichow S, Perkovic V, Grobbee DE, Batty D, Woodward M. Coffee, decaffeinated coffee, and tea consumption in relation to incident type 2 diabetes mellitus: a systematic review with meta-analysis.  Arch Intern Med. v. 14;169(22):2053-63, 2009.

Ross GW, Abbott RD, Petrovitch H, Morens DM, Grandinetti A, Tung KH, Tanner CM, Masaki KH, Blanchette PL, Curb JD, Popper JS, White LR.Association of coffee and caffeine intake with the risk of Parkinson disease.  JAMA. v. 24-31; p. 283(20):2674-9, 2000.

Lucas M, Mirzaei F, Pan A, Okereke OI, Willett WC, O’Reilly ÉJ, Koenen K, Ascherio A. Coffee, caffeine, and risk of depression among women.Arch Intern Med. v. 26, p.171(17):1571-8, 2011.

Wright GA, Baker DD, Palmer MJ, Stabler D, Mustard JA, Power EF, Borland AM, Stevenson PC. Caffeine in floral nectar enhances a pollinator’s memory of reward. Science. v. 8;339(6124), p. 1202-4, 2013.

Manual de Disordens Mentais (DSM-5). Associação Americana de Psiquiatria, 2013.