Descoberta uma maneira de recuperar memórias perdidas

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Por Laiali Chaar

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Fonte da imagem: neurônios piramidais do hipocampo, uma área cerebral responsável pela memória. Jonathan Clarke.

      Neurocientistas da Universidade de Wisconsin-Madison publicaram na revista Science um meio de recuperar memórias esquecidas. Aplicando um campo de ondas eletromagnéticas pela técnica de estimulação magnética transcraniana, em partes específicas do cérebro, os participantes do estudo recuperaram memórias de curto prazo perdidas como uma palavra falada ou detalhes do rosto de uma pessoa vistos minutos antes😱😱😱. Se os próximos testes funcionarem, sem efeitos colaterais, esse poderá ser no futuro um tratamento para pessoas com Alzheimer e problemas de memória que afetam muitas pessoas.


Neurônios têm várias funções que já comentamos aqui: saciedade, sentidos, sentimentos, realização de movimentos e também armazenam nossas memórias. As memórias podem ser de curto ou longo prazo. As memórias de curto prazo são aquelas que guardamos por um curto tempo por que não iremos mais usá-las, como quando alguém lhe pede pra decorar os 4 primeiros números de um telefone ou quando você decora aquela matéria minutos antes da prova. A memória de longo prazo recebe as memórias de curto prazo e as armazena por tempo ilimitado porque serão utilizadas no futuro como suas histórias da adolescência no colégio ou a matéria de Neuro que você está vendo na faculdade 😍😍. E para armazenar memória de longo prazo o sono é muito importante como já vimos aqui na Neurociência dos estudos.


Vamos torcer para que essa nova tecnologia, quem sabe, seja acessível, aumente a qualidade de vida das pessoas e ajude a controlar nossa atenção e escolher sobre o que pessoas com alterações na saúde mental que têm pensamentos destrutivos repetitivos, por exemplo sobre suicídio, controlem sobre o que querem pensar.

 

Para saber mais: 
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Para subir na carreira, batom nas mãos

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Por Laiali Chaar

IMG_1039.JPG Fonte da imagem: Adaptado de @paulaohenoja

       Neurocientistas comprovaram em 2010 aquilo que já suspeitávamos: batons vermelhos são considerados atraentes independente do local, cultura de origem ou idade de quem está vendo. Isso porque o vermelho imita a oxigenação causada pela vasodilatação associada à excitação sexual, altos níveis de estrogênio e boa saúde cardíaca e respiratória.

    Outra pesquisa desse ano mostrou que homens consideram mulheres que usam maquiagem mais competentes e com mais prestígio. Por outro lado, mulheres consideram as que usam mais maquiagem mais dominantes e isso é ofensivo para elas e vulgares porque julgam que elas são mais atraentes aos homens.

       Claro que há muito mais qualidades em uma mulher do que a aparência. A habilidade, inteligência e experiência são qualidades muito mais importantes para cultivar se quisermos permanecer no mercado de trabalho, do que o brilho labial impecável.

         Mas, enquanto a aparência tiver tanta influência sobre as qualidades profissionais que os outros atribuem a nós, como a competência, podemos usar um pouco de batom em proveito próprio. Como este estudo deixa claro, há sabedoria em perceber quando  colocar uma cor mais leve ou mais forte de batom. Então, em uma entrevista de emprego com uma equipe feminina para uma posição subordinada suavize o batom e a sombra do olho. Mas, se você está caminhando para uma promoção ou querendo provar sua competência um poderoso batom de cor pode te ajudar especialmente se seu gerente ou chefe é um homem.

        Com ou sem batom, o mais importante de tudo é se sentir bem! Isso sim passa uma ideia de competência. Beijinhos, com batom no meu caso, pra vocês meus amores!!

Para saber mais:

Mileva VR, Jones AL, Russell R, Little AC. Sex Differences in the Perceived Dominance and Prestige of Women With and Without Cosmetics. Perception, v. 45(10), p. 1166-83, 2016.

Etcoff NL, Stock S, Haley LE, Vickery SA, House DM. Cosmetics as a feature of the extended human phenotype: modulation of the perception of biologically important facial signals. PLoS One, v. 6(10), p. e25656, 2011.

Stephen ID, McKeegan AM. Lip colour affects perceived sex typicality and attractiveness of human faces. Perception. v. 39(8), p. 1104-10, 2010.

Guéguen, N. Does red lipstick really attract men? An evaluation in a bar. International Journal of Psychological Studies, v. 4, p. 206-209, 2012.

Stephen, I. D., & McKeegan, A. M. Lip colour affects perceived sex typicality and attractiveness of  human faces.  Perception, v.  39, p. 1104-1110, 2010.

Nash, R., Fieldman, G., Hussey, T., Lévêque, J. L., Pineau, P. Cosmetics: They influence more than Caucasian female facial attractiveness. Journal of Applied Social Psychology, v. 36, p. 493-504, 2006.

 

Parkinson pode começar no intestino, não no cérebro

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Por Laiali Chaar

Um novo estudo mostrou que a microbiota do intestino pode interferir na progressão dos sintomas motores da doença de Parkinson.

ImageJ=1.48vFonte da Imagem: Mazmanian S, 2016. Microbiota do intestino ativa micróglia em verde que causa neuroinflamação característica do Parkinson

         Notícia da semana: Parkinson pode começar no intestino, não no cérebro. Um novo estudo mostrou a relação entre a perda das capacidades motoras no Parkinson e alterações nas populações de bactérias no intestino. Neurocientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia publicaram essa descoberta na revista científica Cell, uma das melhores do mundo.

     Essa suspeita começou em 2015 quando um estudo mostrou que a constipação intestinal é mais comum em pessoas com sintomas motores e diagnóstico de Parkinson 10 anos depois do que em pessoas sem a doença.

        O intestino é lar permanente de uma comunidade diversificada de bactérias benéficas e prejudiciais ao organismo conhecida como microbiota, importante para o desenvolvimento e função do sistema nervoso e sistema imune.

        Os neurocientistas utilizaram camundongos com sintomas de Parkinson e um grupo especial deles criados em um ambiente especial totalmente estéril que por isso não tinham bactérias no intestino. Os animais com Parkinson e microbiota corriam e subiam em postes pior que camundongos com Parkinson sem bactérias no intestino. Além disso, o tratamento com antibiótico também melhorou os sintomas motores de Parkinson. E o transplante de bactérias do intestino de humanos com Parkinson piorou os sintomas motores dos camundongos com Parkinson, sem alteração se fossem transplantadas bactérias do intestino de humanos sem a doença. Isso mostra uma comunicação entre o intestino e o cérebro.

      Esse trabalho é importante para o futuro de estudos do tratamento do Parkinson, que afeta 200 mil pessoas no Brasil. Vamos torcer!

Para saber mais:

Instituto de tecnologia da Califórnia

Sampson TR, Debelius JW, Thron T, Janssen S, Shastri GG, Ilhan ZE, Challis C, Schretter CE, Rocha S, Gradinaru V, Chesselet MF, Keshavarzian A, Shannon KM, Krajmalnik-Brown R, Wittung-Stafshede P, Knight R, Mazmanian SK. Gut Microbiota Regulate Motor Deficits and Neuroinflammation in a Model of Parkinson’s Disease. Cell, v. 1;167(6), p. 1469-1480, 2016.

Schrag A, Horsfall L, Walters K, Noyce A, Petersen I. Prediagnostic presentations of Parkinson’s disease in primary care: a case-control study. Lancet Neurol., v.14(1), p.57-64, 2015.

Leung K, Thuret S. Gut Microbiota: A Modulator of Brain Plasticity and Cognitive Function in Ageing. Healthcare (Basel), v. 29; p. 898-916, 2015.

Lori Dajose. Parkinson’s Disease Linked to Microbiome, 2016.

Vídeo: Caltech Researchers Link Parkinson’s Disease to Gut Bacteria. 

Hawkes CH, Del Tredici K, Braak H. A timeline for Parkinson’s disease. Parkinsonism Relat Disord, v. 16; p. 79–84, 2010.

Walter U, Kleinschmidt S, Rimmele F, et al. Potential impact of self-perceived prodromal symptoms on the early diagnosis of Parkinson’s disease. J Neurol, v. 260; p. 3077–85, 2013.

Postuma RB, Gagnon JF, Pelletier A, Montplaisir J. Prodromal autonomic symptoms and signs in Parkinson’s disease and dementia with Lewy bodies. Mov Disord, v. 28; p. 597–604, 2013.

Abbott RD, Petrovitch H, White LR, et al. Frequency of bowel movements and the future risk of Parkinson’s disease. Neurology, v. 57; p. 456–62, 2001.

Ferini-Strambi L, Oertel W, Dauvilliers Y, et al. Autonomic symptoms in idiopathic REM behavior disorder: a multicentre case-control study. J Neurol, v. 261, p. 1112–18, 2014.